O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) respondeu às críticas de que não estaria preparado para assumir o governo de Minas Gerais e disse que não está preparado para roubar ou colocar amigos em cargos comissionados. 

Ele ainda afirmou que é o único capaz de “varrer” o PT de Minas diante da pré-candidatura de Rodrigo Pacheco (PSD) apoiada pelo presidente Lula (PT). E que não abre mão da sua candidatura ao governo mineiro. A terceira frente na disputa é o vice-governador Mateus Simões (PSD), que assumirá o Executivo em março, quando Romeu Zema (Novo) se desincompatibilizará do cargo para disputar a Presidência da República.

Em entrevista à revista Timeline, o parlamentar disse que abriria mão da candidatura caso outro nome lidere pesquisas internas de partidos da direita de intenção de voto. Mas ressaltou que o primeiro lugar é ocupado por ele e não há motivos para desistir. Segundo o senador, os seus eleitores e os de Nikolas Ferreira são parecidos, então não faz sentido ambos disputarem a cadeira.

“Eu apareço com mais de 40%. Por que tenho que abrir mão? Por que tenho que ser um covarde de abrir mão de ser candidato? Se a direita tem que estar unida, por que não pode me apoiar?”, questionou. 

Sem citar nomes, Cleitinho disse ainda que criticaram um possível despreparo dele para o cargo de governador, do que ele discorda. “Eu não estou preparado pra roubar, não estou preparado pra colocar carguinho comissionado de amigo lá dentro, não estou preparado pra fazer contrato para poder favorecer empresa de pedágio. Para isso eu não estou preparado. Eu estou preparado para defender o povo mineiro”, disse o parlamentar, exaltado. Em certo momento, o senador interrompeu um comentário do entrevistador e gritou: "Deixa eu falar, deixa eu falar!"

Racha no PL

A reunião entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), marcada para a noite de ontem, 25 de fevereiro, em Brasília, pode colocar no centro da discussão a definição do palanque da extrema-direita em Minas Gerais para 2026. O encontro é tratado por aliados como etapa decisiva na tentativa de unificar a estratégia do partido no estado.

A conversa ocorre em meio à exposição de anotações atribuídas a Flávio, pré-candidato ao Palácio do Planalto, nas quais aparecem registros sobre negociações e cenários para a formação de palanques estaduais. O conteúdo divulgado pela Folha de S. Paulo revelou incertezas internas quanto ao encaminhamento da disputa mineira e ampliou o debate dentro da legenda.

No diretório estadual, duas linhas vêm se consolidando. Parte da bancada defende que o partido apoie o senador Cleitinho Azevedo ao governo de Minas. O grupo sustenta que o parlamentar reúne apelo popular, alinhamento direto ao eleitorado conservador e competitividade eleitoral, o que garantiria identidade ideológica clara ao projeto presidencial no estado. Outra ala, próxima a Nikolas, avalia como estratégica uma composição com o vice-governador Mateus Simões, filiado ao PSD. Integrantes desse grupo argumentam que a aliança ampliaria a base de prefeitos, garantiria acesso à estrutura administrativa estadual e reduziria o risco de fragmentação do campo da direita.

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Parlamentares ouvidos sob reserva afirmam que a decisão final sobre apoio ao governo e à vaga ao Senado dependerá do ex-presidente Jair Bolsonaro. Até que haja definição, o PL mineiro segue dividido entre lançar candidatura própria ou formalizar aliança externa. A expectativa é que a reunião em Brasília sinalize qual caminho terá prioridade na condução do projeto eleitoral no estado.

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