Simões sobe ainda mais o tom com TCE e TJMG: 'Conselheiro pode estrebuchar'
Vice-governador pontuou falta de "formação moral", pontuou que o recado é falar "diretamente com as pessoas que decidiram" e chamou para debate público
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O vice-governador Mateus Simões (PSD) subiu ainda mais o tom contra o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) em meio à disputa judicial sobre o modelo cívico-militar em escolas do estado.
O TCE vai fazer auditoria nas nove escolas cívico-militares do governo de Minas, cujo modelo foi suspenso por decisão liminar do TJMG na última quinta-feira (5/2). Os tribunais alegam ausência de lei formal e de previsão específica no orçamento para a implantação desse modelo, além do uso de recursos da educação para pagar militares, o que é vedado pela legislação.
Por outro lado, Simões acredita que a suspensão é “um ato de autoritarismo inadmissível”. O vice, que já tinha sido contundente ao afirmar que não ia admitir “interferência” na questão, foi ainda mais duro nesta quarta-feira (11/2), em entrevista à 98News durante agenda na Arena Independência, em Belo Horizonte. Simões reforçou o posicionamento ao publicar a declaração, com cortes, em suas redes sociais.
“Sobre a questão das escolas cívico-militares, é muito claro: elas serão abertas. Os conselheiros podem deitar no chão, estrebuchar. O juiz pode não gostar. Elas serão abertas. Porque não compete a conselheiro do Tribunal de Contas, nem a juiz decidir onde o filho de alguém vai estudar”, disse.
O vice-governador pontuou que o falava “diretamente com as pessoas que decidiram”. “Vocês estão errados, vocês estão interferindo na vida das famílias. (...) E quem não estiver satisfeito com a minha decisão pode vir para o debate público comigo. Eu estou pronto”.
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‘Está faltando formação moral’
Simões se posicionou como admirador da “cultura” da Polícia Militar e disse que pais como ele devem ter o direito de decidir que os filhos podem estudar nesse tipo de instituição.
As decisões judiciais, contudo, não vão contra o mérito dos colégios cívico-militares, mas afirmam que a implantação do modelo enfrenta questionamentos sobre a regularidade orçamentária. A medida foi executada pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) do governo Romeu Zema (Novo), sem tramitação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nem implementação de lei formal.
De qualquer maneira, o vice-governador avalia que os posicionamentos a favor das suspensões são fruto de falta de moral. “Estamos falando de dar a oportunidade para aqueles que querem o filho em uma estrutura mais rígida moral - que aparentemente está faltando para quem anda dando esse tipo de opinião”.
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“Está faltando um pouco mais de formação moral, de valorização de hierarquia, respeito. De entendimento de que bandido tem que estar preso, e a população de bem, solta. Um conceito que parece básico para quem teve uma formação humana, cristã, como a minha, parece faltar em uma parte grande da sociedade”, completou Simões.