A definição do nome que o Partido dos Trabalhadores irá apoiar na disputa pelo governo de Minas Gerais em 2026 deve ocorrer até março ou abril. A avaliação é da presidente estadual da sigla, deputada estadual Leninha, que afirmou que a demora não representa desorganização, mas uma estratégia política alinhada à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em conversa com o Estado de Minas, Leninha disse que o partido retomou as articulações neste início de ano e que a cautela faz parte do processo. “A demora é por cautela e cuidado com as pessoas. A gente precisa construir esse caminho com responsabilidade”, afirmou.

Segundo a parlamentar, uma das prioridades do PT é entender o cenário com o senador Rodrigo Pacheco (PSD), apontado nos bastidores como um nome capaz de unificar o campo governista em Minas, mas que já reiterou, em diferentes ocasiões, a intenção de se afastar da vida pública ao fim do mandato, em janeiro de 2027. “No nosso radar e na nossa agenda política está prevista uma conversa com o Pacheco para entender se ele não vem, como é que nós podemos ampliar de fato o palanque do Lula em Minas Gerais”, disse.

Leninha ressaltou que a estratégia estadual está diretamente vinculada ao cenário nacional. Para ela, Minas Gerais tem papel central no projeto eleitoral do PT em 2026, segundo maior colégio eleitoral do país e o único estado do Sudeste vencido por Lula em 2022. “A gente não está com tanta pressa da definição porque, para a chapa majoritária, precisamos de uma conformação com o PT nacional e com a própria reeleição do Lula”, afirmou.

A indefinição sobre o nome ao governo também tem provocado ruídos internos na legenda. A prefeita de Contagem, Marília Campos, já manifestou insatisfação com a demora do partido em consolidar um caminho para a disputa estadual, embora tenha descartado concorrer ao Palácio Tiradentes.

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Segundo Leninha, o que já está definido é a candidatura de Marília ao Senado.

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