EX-PRESIDENTE DO NOVO

Banco Master: Amoêdo cobra explicação de Tarcísio sobre ligação com Zettel

Ex-presidente do Novo questiona relação do governador paulista com empresário preso na Operação Compliance Zero

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O ex-presidente do Partido Novo João Amoêdo cobrou explicações do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sobre a relação com o empresário Fabiano Campos Zettel.

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Zettel foi preso temporariamente nessa quarta-feira (14/1) no âmbito da segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura irregularidades envolvendo o Banco Master. A cobrança foi feita em publicação no X (antigo Twitter), na noite de quarta.

“É fundamental que Tarcísio de Freitas, candidato novamente este ano ao governo de SP ou à Presidência do Brasil, explique qual é a sua ligação com Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, preso hoje no escândalo do Banco Master e principal doador pessoa física da campanha de 2022 do atual governador de São Paulo”, escreveu Amoêdo. Na mesma mensagem, ele destacou que o empresário é principal doador pessoa física da campanha de 2022 do atual governador paulista.

Fabiano Zettel é pastor da Igreja Lagoinha, em Belo Horizonte (MG), e figura entre os maiores financiadores individuais das eleições de 2022. Ele foi o sexto maior doador daquele pleito e o maior doador como pessoa física da campanha de Tarcísio de Freitas ao governo de São Paulo, além de ter contribuído também para a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo registros da Justiça Eleitoral, Zettel doou R$ 2 milhões à campanha de Tarcísio em 13 de outubro de 2022. Três dias antes, em 10 de outubro, transferiu R$ 3 milhões para a campanha de Bolsonaro. O empresário é casado com a irmã de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, instituição alvo de investigações por suspeitas de fraude.

Nessa quarta-feira, Zettel foi preso temporariamente pela Polícia Federal enquanto tentava deixar o país em um jatinho particular com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Ele teve o celular e o passaporte apreendidos, mas foi liberado ainda na manhã do mesmo dia. A prisão foi solicitada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, relator do Caso Master.

Além de Zettel, a Polícia Federal cumpriu mandados de apreensão de objetos pessoais contra o empresário Nelson Tanure, também investigado na segunda fase da Operação Compliance Zero.

As investigações tiveram início a partir de apurações do Ministério Público Federal (MPF), em 2024, que identificaram suspeitas de fraude na venda de ativos da carteira do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB).

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Em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição financeira.
A estimativa é que o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) tenha de ressarcir mais de 1,6 milhão de clientes do Banco Master, com impacto que pode chegar a R$ 41 bilhões.

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