As enxadadas e as serpentes no caso Master

Nova fase da Operação Compliance Zero mirou Daniel Vorcaro, pai e cunhado dele, além de Nelson Tanure e João Carlos Mansur

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Do presidente de um dos maiores bancos brasileiros nesta terça-feira, 14 de janeiro:

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“No caso do Master, em vez de ‘cada enxadada, uma minhoca’, é ‘cada enxadada, uma serpente’”.

Mal sabia o interlocutor da coluna que hoje a Polícia Federal também bateria na porta de pesos pesados como Nelson Tanure e João Carlos Mansur.

Investidor com histórico em reestruturações e empresas em crise, Tanure tem negócios em áreas como energia, petróleo, saúde e infraestrutura. No ano passado, ele fez uma oferta para comprar a parte da Novonor, antigo Grupo Odebrecht, na Braskem.

Mansur fundou e presidiu gestora Reag Investimentos, suspeita de envolvimento nas fraudes financeiras do Master. A gestora também foi alvo da operação Carbono Oculto, que investiga ramificações do PCC no mercado financeiro.

Deflagrada por ordem de Dias Toffoli, a segunda fase da Operação Compliance Zero cumpre 42 mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao esquema de fraude do Banco Master e medidas de sequestro e bloqueio de bens de mais de R$ 5,7 bilhões. Os mandados são cumpridos em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

Tanure e Mansur tiveram seus endereços vasculhados e materiais apreendidos. Tanure teve o celular recolhido pela Polícia Federal.

Além dos dois e de Daniel Vorcaro, foram alvos de buscas da PF o pai do ex-banqueiro, Henrique Vorcaro, e o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, preso enquanto tentava embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

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A investigação mira um suposto esquema de fraudes financeiras, concessão de créditos fictícios e operações estruturadas, que teriam alimentado a captação de recursos e a emissão de títulos de crédito sem lastro pelo Banco Master.

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