Conselho Federal de Medicina vai investigar assistência médica a Bolsonaro
Movimento do CFM vem depois do ex-presidente ter que visitar o hospital mais uma vez, agora devido a uma queda sofrida na cela onde ele está preso
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O Conselho Federal de Medicina (CFM) determinou a abertura de sindicância para apurar denúncias sobre a assistência médica prestada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A entidade divulgou “nota à sociedade” (leia abaixo na íntegra) nesta quarta-feira (7/1) e ordenou que a sindicância - procedimento administrativo de apuração preliminar, para avaliar um processo formal - deve ser feita pelo Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal.
“Os relatos de crises agudas de características diversas, episódio de trauma decorrente de queda, o histórico clínico de alta complexidade, sucessivas intervenções cirúrgicas abdominais, soluços intratáveis, e outras comorbidades em paciente idoso, demandam um protocolo de monitoramento contínuo e imediato, em que deve ser assegurada assistência médica com múltiplas especialidades pelo estado brasileiro, inclusive em situações de urgência e emergência”, diz o texto.
O movimento do CFM vem depois de o ex-presidente ter que visitar o hospital mais uma vez, agora devido a uma queda sofrida na cela onde ele está preso, na Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília (DF), após condenação por tentativa de golpe de Estado.
“O CFM reafirma que a autonomia do médico assistente deve ser soberana na determinação da conduta terapêutica, não podendo sofrer influência de qualquer natureza, por possuir presunção de verdade”, completa a entidade.
Queda de Bolsonaro
Bolsonaro foi ao hospital DF Star na tarde desta quarta para exames relativos à queda, que aconteceu na manhã de terça (6). A família reclamou da demora na autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para a visita.
Ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro disse que o marido está sendo “negligenciado e torturado” por estar “em um quarto trancado que só pode ser aberto quando ele tem que tomar medicação”.
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Nota do CFM
O Conselho Federal de Medicina (CFM), no estrito cumprimento de suas atribuições legais, manifesta-se sobre a condição de saúde do ex-Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro.
O recebimento formal de denúncias protocoladas no CFM expressam inquietação quanto à garantia de assistência médica adequada ao paciente. Além disso, declarações públicas de relatos sobre intercorrências clínicas causam extrema preocupação à sociedade brasileira.
Os relatos de crises agudas de características diversas, episódio de trauma decorrente de queda, o histórico clínico de alta complexidade, sucessivas intervenções cirúrgicas abdominais, soluços intratáveis, e outras comorbidades em paciente idoso, demandam um protocolo de monitoramento contínuo e imediato, em que deve ser assegurada assistência médica com múltiplas especialidades pelo estado brasileiro, inclusive em situações de urgência e emergência.
O CFM reafirma que a autonomia do médico assistente deve ser soberana na determinação da conduta terapêutica, não podendo sofrer influência de qualquer natureza, por possuir presunção de verdade.
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Em obediência ao disciplinado em lei e ao Código de Processo Ético-Profissional, o CFM determinou ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal, a imediata instauração de sindicância para apuração dos fatos.