JAIR BOLSONARO

STF: Moraes nega remoção imediata de Bolsonaro para exames em hospital

Em sua decisão, o ministro citou que o médico da Polícia Federal constatou apenas ferimentos leves no ex-presidente

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FOLHAPRESS - O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou nesta terça-feira (6/1) um pedido de remoção imediata do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para um hospital depois que ele bateu a cabeça durante a madrugada.

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Em sua decisão, o ministro citou que o médico da Polícia Federal constatou apenas ferimentos leves no ex-presidente e não identificou a necessidade de encaminhá-lo a um hospital, sendo indicada apenas observação.

"Dessa maneira, não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal. A defesa, entretanto, aconselhada pelo médico particular do custodiado, tem direito a realização de exames, desde que previamente agendados e com indicação específica e comprovada necessidade", disse o ministro em sua decisão.

Ele determinou que seja juntado o laudo médico da PF decorrente do atendimento de Bolsonaro e que a defesa "indique quais os exames que entende necessários para que se verifique a possibilidade de realização no sistema penitenciário".

Segundo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Bolsonaro sofreu uma queda enquanto dormia. "Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel", disse Michelle em postagem. "Como o quarto permanece fechado, ele só recebeu atendimento quando foram chamá-lo para minha visita."

Nos autos, os advogados de Bolsonaro afirmaram que o ex-presidente "sofreu queda em sua cela, com impacto craniano e suspeita de traumatismo, situação que, diante de seu histórico clínico recente, impõe risco concreto e imediato à sua saúde".

"Diante da urgência e gravidade do quadro, requer seja desde logo autorizada a imediata remoção do paciente ao hospital, para realização dos exames clínicos e de imagem necessários, com acompanhamento de sua equipe médica e sob escolta policial, a fim de preservar sua integridade física e evitar agravamento irreversível", pediu a defesa.

Bolsonaro

Bolsonaro voltou à Superintendência da PF no dia 1º de janeiro, após passar oito dias no hospital para tratar de hérnia na virilha e de crises de soluço, ambas condições decorrentes de facada que levou na campanha eleitoral de 2018.

Na mesma data, o Moraes negou pedido da defesa do ex-presidente de prisão domiciliar após a alta.

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Em sua decisão, Moraes disse que "diferentemente do alegado pela defesa, não houve agravamento da situação de saúde de Jair Messias Bolsonaro, mas, sim, quadro clínico de melhora dos desconfortos que estava sentido, após a realização das cirurgias eletivas, como apontado no laudo de seus próprios médicos".

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