Carlos Bolsonaro diz que proximidade de hospital não garante socorro ao pai
Filho do ex-presidente afirma que negativa de transferência perdeu sentido após horas de espera por autorização para exames médicos
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Carlos Bolsonaro, vereador pelo estado do Rio de Janeiro e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou nesta terça-feira (6/1) que o fato do pai estar preso em um local próximo a um hospital não assegura atendimento rápido em caso de emergência. Segundo ele, a justificativa usada para negar a prisão domiciliar de Bolsonaro perdeu validade diante da demora para a realização de exames médicos após uma queda sofrida na cela da Polícia Federal, em Brasília.
Em entrevista a jornalistas, Carlos disse que a negativa de uma prisão humanitária teve como base a curta distância entre a superintendência da PF e um centro médico, mas que, passadas mais de dez horas sem atendimento, a tese se esvaziou. “Proximidade não significa agilidade”, afirmou, ao criticar o que chamou de "lentidão injustificável" no caso.
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De acordo com o vereador, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi informado pelo médico particular de Bolsonaro sobre a necessidade de exames, mas decidiu aguardar uma avaliação da perícia da Polícia Federal. Segundo Carlos, os peritos da PF teriam confirmado as mesmas indicações clínicas feitas pelo médico do ex-presidente.
Ainda assim, Moraes encaminhou os dois laudos à Procuradoria-Geral da República (PGR), que, até o momento da declaração, ainda não havia se manifestado. Para Carlos, a falta de uma resposta rápida mantém o pai em uma situação de risco desnecessário, enquanto aguarda autorização para deixar a custódia e realizar os procedimentos médicos.
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Visivelmente exaltado, o filho do ex-presidente afirmou que a demora transmite a sensação de que não há preocupação com a saúde de Bolsonaro. “A impressão que eu tenho é que parece até que estão querendo matá-lo. Nem um traficante é tratado da forma que meu pai está sendo”, disse.