
Minas: renegociação da dívida pode afetar R$ 13 bi na arrecadação da União
No total, o impacto da renegociação das dívidas estaduais pode atingir R$ 105,9 bilhões entre 2025 e 2029
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Siga noA renegociação da dívida de Minas Gerais com a União pode afetar a arrecadação federal em até R$ 13,7 bilhões entre 2025 e 2029, conforme estimativa divulgada pelo Tesouro Nacional nesta terça-feira (21/1).
Os cálculos fazem parte do impacto previsto pela Lei Complementar 212/2025, que regulamenta o Programa Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag). No total, o impacto da renegociação das dívidas estaduais pode atingir R$ 105,9 bilhões no mesmo período.
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A lei, sancionada na última semana, permite a redução de juros para refinanciamento das dívidas em até 30 anos e permite várias possibilidades de abatimento das dívidas, a depender da decisão de cada estado.
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O Tesouro considerou dois cenários para projetar os impactos. No primeiro, com amortização extraordinária de até 20% e juros zero, o impacto para Minas Gerais seria de R$ 10,7 bilhões. Já no segundo, sem amortizações e com taxa de juros de 2% ao ano, o impacto sobe para R$ 13,7 bilhões.
Esses valores podem variar conforme as opções do estado em relação à amortização da dívida, aportes ao Fundo de Equalização e investimentos prioritários.
“O cenário “I” representa um caso limite para a amortização extraordinária, pelo seu percentual máximo, e correspondente taxa de juros mínima. Já o cenário “II” representa outro caso limite, em que o Estado opta por não oferecer ativos em amortização e a pagar juros à União de 2% a.a.”, explicou o órgão em nota.
Além de Minas, os estados de São Paulo e Rio de Janeiro aparecem como os maiores responsáveis pelo impacto negativo para a União. São Paulo pode gerar um impacto de R$ 37 bilhões, enquanto o Rio de Janeiro responde por R$ 26,2 bilhões.
As dívidas dos estados chegaram a R$ 765 bilhões em 2024, sendo que Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul concentram 90% do valor. Apenas a dívida mineira é de aproximadamente R$ 165 bilhões.
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Saldo positivo
Em outro cenário avaliado pelo Tesouro, que considera amortizações e a transferência de ativos pelos estados, o impacto líquido para a União seria positivo, chegando a R$ 5,5 bilhões. Esse resultado depende da entrega de ativos expressivos, cujo valor ultrapassa os R$ 160 bilhões.