ACIDENTE AÉREO

Como o Cenipa investiga um acidente aéreo e quanto tempo leva o relatório final

Entenda o papel do órgão na prevenção de novas tragédias; veja como funciona a análise técnica focada em fatores de segurança e sem punição

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Um monomotor caiu no pátio de manutenção da Estação São Gabriel de Metrô, na Região Nordeste de Belo Horizonte, no final da manhã desta sexta-feira (9/10). A apuração conduzida pela Aeronáutica reúne informações, analisa dados e formula recomendações com o objetivo exclusivo de evitar novas ocorrências.

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Fatores contribuintes e ausência de culpados

O Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SIPAER) adota uma abordagem técnica específica, trabalhando com fatores contribuintes. A palavra causa se refere a um elemento preponderante, enquanto a metodologia apura múltiplos fatores com o mesmo grau de influência para a ocorrência.

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A investigação da Aeronáutica não aponta culpados nem gera implicações judiciais, atribuição exclusiva da autoridade policial. O trabalho técnico funciona de maneira paralela e independente para aprimorar a segurança de voo civil e militar.

Normas internacionais e cooperação técnica

As diretrizes brasileiras seguem parâmetros definidos em 1948 por países da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI). O país sede da ocorrência lidera os trabalhos com apoio de técnicos das nações do fabricante e do operador da aeronave, somados a sindicatos e entidades de classe da aviação.

Critérios para definir acidente aeronáutico

A ocorrência precisa acontecer entre o embarque com intenção de voo e o desembarque de todos os ocupantes, além de apresentar ao menos uma destas condições:

  • lesão grave ou morte por contato com a aeronave, partes desprendidas ou exposição a hélices, rotores e escapamentos de jato, exceto em ocorrências de causas naturais, lesões autoinfligidas, ações de terceiros ou ocupantes clandestinos fora das áreas destinadas a passageiros e tripulantes;

  • falha estrutural que afete a resistência, o desempenho ou o voo, exigindo reparos de grande porte ou troca de componentes principais, exceto em danos restritos a motores, hélices, pontas de asa, antenas, pneus, freios ou perfurações leves;

  • desaparecimento da aeronave ou permanência em local totalmente inacessível.

*Estagiária sob supervisão do editor-executivo João Renato Faria

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