Queda de avião: FAB volta ao local para investigar acidente em Mateus Leme
Equipe do Cenipa havia visitado a área da queda e retornou nesta quarta-feira (26/8) para identificar as possíveis motivações do incidente
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Um dia após a queda do monomotor na cidade de Mateus Leme, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), retornou nesta quarta-feira (26/8) ao local para continuar as investigações e identificar o que teria causado o acidente.
A aeronave de matrícula PR-VMI, modelo SR22, caiu nessa terça-feira (25/8) no distrito de Serra Azul. Apenas o piloto estava dentro da aeronave e conseguiu escapar sem ferimentos graves.
Após o incidente, as equipes de investigadores do Cenipa foram ao local para coletar e confirmar dados. A intenção era identificar os danos causados à aeronave e à área atingida. Dados considerados relevantes estão sendo catalogados para auxiliar nas investigações.
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Segundo as equipes do órgão, as ações feitas ontem e hoje têm como objetivo subsidiar as próximas fases de investigação, para localizar os fatores que possam ter contribuído para a queda e emissão de "recomendações de segurança" voltada à prevenção de novas ocorrências.
Uma equipe havia ido ao local
Investigadores da FAB estiveram no local da queda de um avião de pequeno porte na tarde desta terça para coletar e confirmar dados que levassem à explicação da causa do acidente.
Segundo o órgão, após a queda, investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III), com sede no Rio de Janeiro (RJ), foram chamados para realizar a "ação inicial" da ocorrência que envolvia a aeronave.
"Após o evento, investigadores qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para a coleta e confirmação de dados, a verificação dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações relevantes", diz a nota da FAB.
No momento, elementos estão sendo reunidos para subsidiar a investigação que deve apontar o motivo da queda e, posteriormente, integrar as recomendações de segurança voltadas à prevenção de novas ocorrências, caso seja necessário.
Como a queda aconteceu?
Segundo informações do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), a aeronave, um ultraleve monomotor, teria apresentado uma pane durante um voo que partiu do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, com destino a Bom Despacho, no Alto São Francisco, para uma possível manutenção. Em seguida, houve uma pequena explosão em algum componente, seguida de um princípio de incêndio.
Em imagens que circulam nas redes sociais, é possível ver a aeronave durante a queda e uma densa fumaça saindo do avião. Os registros mostram a fumaça aumentando enquanto a aeronave perde a altitude em direção à área de mata. Segundo as informações iniciais, a fumaça registrada durante a descida estaria relacionada ao acionamento do paraquedas da própria aeronave.
O piloto era o único ocupante da aeronave e foi retirado em segurança por populares após o pouso de emergência. Ele foi levado para atendimento no Hospital João XXIII, no Centro de BH, pela aeronave Arcanjo e chegou à unidade de saúde por volta das 10h30. Ele recebeu alta ao final da tarde.
A Motiva Aeroportos, que administra o Aeroporto da Pampulha, informou que a aeronave de prefixo PR-VMI, modelo SR22, decolou por volta das 7h45 desta terça-feira. Durante a operação, não houve qualquer comunicação entre o piloto e a torre de controle do Aeroporto da Pampulha relatando emergência, pane ou outra ocorrência. (Com informações de Quéren Hapuque e Izabella Caixeta)
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*Estagiário sob supervisão da subeditora Regina Werneck