QUEDA DE AVIÃO

Vítimas de acidente de avião continuam internadas com quadro estável

Os corpos de duas vítimas na tragédia aérea foram enterrados em Teófilo Otoni e no Paraná, nesta quarta-feira (6/5). Causas do acidente estão sendo investigadas

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Os dois sobreviventes do acidente do avião de pequeno porte que chocou-se com um prédio e caiu no Bairro Silveira, Região Nordeste de Belo Horizonte, nessa segunda-feira (4/5), continuam internados no Hospital de Pronto-Socorro (HPS) João XXIII, na capital. Na tragédia aérea, além dos feridos, morreram três pessoas e os corpos do piloto e do empresário foram enterrados nesta nesta quarta-feira (6/5).

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O avião, um monomotor prefixo PT – EYT, modelo EMB-721C, fabricado em 1979 e com capacidade para até cinco passageiros, saiu de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, com destino ao Aeroporto do Campo de Marte, em São Paulo. Fez uma parada no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, e partiu novamente. O acidente aconteceu poucos minutos depois da decolagem na capital.

Continuam internados no João XXIII as vítimas Hemerson Cleiton Almeida Souza, de 53 anos; e Arthur Schaper Berganholi, de 25. Conforme fonte ligada às famílias deles, o quadro dos dois sobreviventes do acidente aéreo é estável.

Hemerson Cleiton fraturou as duas pernas, passou por cirurgia de abertura de abdômen para controlar um sangramento na região e está no Centro de Tratamento Intensivo (CTI). Arthur Berganhol foi a vítima do acidente com menos ferimentos. Ele fratuou uma perna, mas também segue no CTI.

Arthur é filho do empresário Leonardo Berganholi Martins, uma das três vítimas do acidente. Leonardo chegou a ser socorrido e chegou a ser encaminhado ao HPS, onde morreu no inicio da noite de segunda-feira. Dono de uma revenda carros, em Teófilo Otoni, Leonardo era patrão de Hemerson Cleiton, contratado como gerente financeiro do empresário.

Sepultamentos

O corpo do empresário Leonardo Berganholi, de 50, foi sepultado no final da manhã desta quarta-feira, no Cemitério Vale das Flores, em Teófilo Otoni, com grande acompanhamento de amigos, familiares e colegas, depois de ser velado na cidade.

Foi marcado para o final da tarde de quarta-feira, em Munhoz de Mello, no Norte do Paraná, Sul do país, o sepultamento do piloto do avião, de Wellington de Oliveira Pereira, de 34, também morto no acidente. O piloto nasceu em Colorado, também no Norte do estado do Sul brasileiro, mas morou com a família durante a infância e adolescência em Munhoz de Mello. Ultimamente, ele morava em Vitória da Conquista, no Sudoeste da Bahia.

Outra vítima do acidente com o monomotor em Belo Horizonte, o médico-veterinário Fernando Moreira Souto, de 36, filho do prefeito de Jequitinhonha Nilo Souto (PDT), foi sepultado no final da tarde de terça-feira (5/5), na cidade do Vale do Jequitinhonha. O corpo dele foi velado em um ginásio poliesportivo do município, com grande acompanhamento.

Como ocorreu o acidente?

O avião havia partido de Teófilo Otoni com destino a São Paulo (SP) quando fez uma parada programada no Aeroporto da Pampulha, em BH, para o desembarque e embarque de passageiros. O acidente ocorreu poucos minutos após a decolagem na capital, por volta das 12h16.

A aeronave permaneceu no ar por cerca de cinco minutos, em baixa altitude, antes de colidir contra o edifício da Rua Ilacir Pereira Lima, no Bairro Silveira, em uma área urbana bastante povoada, cercada por prédios, comércios e instituições de ensino. Parte da fuselagem da aeronave ficou presa entre o segundo e o terceiro andar do imóvel, enquanto a cauda e outros destroços foram lançados para um estacionamento de um supermercado vizinho.

Segundo dados da NAV Brasil, responsável pelo controle do espaço aéreo, o comandante chegou a emitir um alerta de emergência (mayday), relatando falhas críticas. Foi orientado o retorno imediato pela torre de controle, mas não houve resposta do piloto. Os últimos sinais mostram que ele tentou recuperar a altitude antes da queda.

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As causas da tragédia são apuradas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) da Força Aérea Brasileira (FAB), juntamente com a Polícia Civil de Minas Gerais. Na terça-feira, houve a retirada dos destroços do avião junto ao prédio no Bairro Silveira.

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