Polícia investiga postagem racista contra Vini Jr. nas redes sociais
Mensagem preconceituosa na web motiva inquérito da Polícia Civil do Rio após denúncia do MPRJ
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A Polícia Civil do Rio abriu um inquérito para investigar uma publicação com conteúdo racista contra Vinícius Júnior, atacante do Real Madrid e da Seleção Brasileira. A frase registrada no caso, "Depois não quer ser chamado de macaco", foi postada em rede social e enquadrada como injúria por preconceito.
O inquérito foi instaurado pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) a partir de uma denúncia encaminhada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Antes disso, a ocorrência havia sido recebida pela Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, que repassou o caso ao MP para análise.
Postagem ocorreu após jogo de Champions
O comentário foi feito em 16 de abril de 2026, um dia depois da partida entre Real Madrid e Bayern de Munique pela Liga dos Campeões da UEFA. No jogo, Vini Jr. e o alemão Joshua Kimmich se envolveram em um lance tenso: após uma disputa de bola e uma falta marcada, o brasileiro empurrou o adversário. O episódio gerou grande debate nas redes sociais sobre o comportamento dos atletas em campo.
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A legislação brasileira permite que qualquer pessoa registre esse tipo de denúncia não apenas a vítima direta. A Polícia Civil também determinou diligências, incluindo os depoimentos do suspeito e do próprio Vini Jr.
Jogador acumula ao menos 20 casos de racismo
Ao longo de quase 10 anos no Real Madrid, Vinícius Júnior afirma ter sofrido racismo pelo menos 20 vezes. O episódio mais recente antes deste inquérito ocorreu em fevereiro, durante a vitória do clube espanhol por 1 a 0 sobre o Benfica, em Lisboa, pelo playoff da Champions 2025/2026.
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Após marcar e comemorar com uma dança, Vini Jr. relatou ter sido chamado de "macaco" pelo meio-campista argentino Gianluca Prestianni. O atacante francês Kylian Mbappé confirmou as ofensas: em entrevista à TNT após a partida, disse ter ouvido Prestianni insultar o brasileiro racialmente cinco vezes durante o jogo. A Uefa puniu o argentino com 6 jogos de suspensão por "conduta discriminatória".