SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Defesa Civil estadual afirmou que não há prazo para liberar a área atingida por explosão no bairro do Jaguaré, na zona Oeste de São Paulo, na tarde dessa segunda-feira (11/5).
"Ainda não dá [para liberar]. A Polícia Técnico Científica já está aqui, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas já está aqui, e a gente vai começar uma nova vistoria", afirmou Maxwel Souza, tenente da Defesa Civil, para a TV Globo, na manhã desta terça-feira (12/5).
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Ele explicou que vistoria vai ocorrer e vão analisar se as famílias poderão retornar para buscar alguns pertences. "Vamos fazer uma vistoria bem minuciosa na rua, nas casas que foram mais afetadas. Aí a gente vai poder entender se podem voltar ou não podem, mas no sentido de poder retirar seus pertences", disse.
Segundo o tenente, as famílias que estão nos hotéis serão chamadas de forma organizada para acessar o local em que moravam. .
Não há risco de nova explosão, conforme a Defesa Civil, porque a concessionária de gás está no local e interrompeu o fornecimento. A vistoria será feita para descartar a possibilidade novos abalos na área.
Explosão atingiu 46 casas e causou uma morte
Uma grande explosão deixou um morto e três feridos após equipes da Sabesp atingirem a rede de gás encanado durante obras no Jaguaré, na tarde dessa segunda-feira (11/5). Ao menos 46 casas sofreram danos, sendo que algumas delas ficaram completamente destruídas.
Um homem de 45 anos, identificado como Alessandro, morreu após ser soterrado pelos escombros. Ele vivia no local a mulher e um enteado.
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Entre os feridos estão um funcionário da Sabesp, que procurou atendimento médico com ajuda de moradores; um outro homem levado ao pronto-socorro regional de Osasco; e um morador que teria sido arremessado pela janela de sua residência no momento da explosão. Ele não corre risco de morte. Segundo os bombeiros, 160 pessoas ficaram desalojadas.
Os apartamento do condomínio próximo tiveram danos nas janelas com o impacto. Em nota, a Sabesp afirma que a obra foi previamente alinhada e era acompanhada pela concessionária responsável pela rede de gás.
A Comgás afirmou à Folha de S.Paulo que a obra não era dela, mas de terceiros, sem citar a Sabesp. A concessionária não informou se acompanhava a Sabesp no momento do acidente.
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O governo do estado afirmou que as concessionárias serão convocadas a prestar esclarecimentos.
