MERGULHO NO MAR

Guarapari: guarda-vidas de folga mobiliza bombeiros nas buscas por si mesmo

Caso inusitado no litoral capixaba durou quatro dias e só foi esclarecido quando militares perceberam que 'vítima' de afogamento estava trabalhando no resgate

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O que era para ser uma operação padrão de busca e salvamento no litoral capixaba ganhou contornos de comédia de erros nesta semana. Durante quatro dias, o Corpo de Bombeiros e equipes de mergulhadores mobilizaram esforços na Praia da Fonte, em Guarapari (ES), para localizar um suposto pescador que teria se afogado após escorregar nas pedras.

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O desfecho inusitado, porém, pegou os militares de surpresa. A "vítima" estava sã e salva e, sem saber do mal-entendido, ajudava voluntariamente nas buscas por si mesma. O caso começou após testemunhas avistarem um homem escorregando na região rochosa da praia e submergindo no mar.

Preocupados com um possível afogamento, banhistas acionaram imediatamente o resgate. O que ninguém sabia era que o homem em questão era um guarda-vidas local que estava de folga e havia apenas decidido dar um mergulho.

A confusão aumentou. De acordo com informações da TV Guarapari, o profissional retornou do mergulho por outro ponto da praia, sem notar a movimentação inicial. Ao reassumir o serviço nos dias seguintes e notar uma grande operação de busca em andamento na região, ele prontamente se juntou aos colegas para ajudar a localizar o suposto desaparecido.

Desfecho nas redes

O mistério que intrigava as autoridades por quase 96 horas só foi desfeito quando os militares cruzaram as informações das testemunhas com a escala de serviço e os relatos dos próprios envolvidos. Foi então que a ficha caiu: o homem procurado era o próprio colega de farda que estava ao lado deles na embarcação.

O caso rapidamente viralizou nas redes sociais, dividindo opiniões entre o alívio pelo final feliz e o espanto pela falha de comunicação que sustentou o mal-entendido por quatro dias, já que a gravidade de um possível afogamento naturalmente faz com que as equipes entrem em alerta máximo.

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Apesar do susto e do gasto de recursos públicos na operação, o Corpo de Bombeiros encerrou o caso, não sem reforçar que as autoridades devem ser acionadas apenas quando as informações sobre alguma ocorrência de risco sejam concretas.

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