Caso Henry: perito revela que menino foi morto por espancamento
Perito descarta versão da defesa de Jairinho e Monique, afirmando que Henry tinha 17 lesões
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Em depoimento prestado nesta sexta-feira (29/5), o perito Luiz Carlos Leal Prestes afirmou que a morte de Henry Borel, de 4 anos, foi resultado de um homicídio por espancamento. A declaração foi dada durante o julgamento de Monique Medeiros e de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, que ocorre no Rio de Janeiro.
O especialista descartou a tese da defesa de que as lesões no fígado da criança teriam sido causadas por manobras de reanimação médica. Segundo Prestes, a hemorragia interna identificada só poderia ter ocorrido com o paciente ainda vivo, o que invalida a hipótese de danos acidentais durante o socorro no Hospital Barra DOr.
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As principais conclusões apresentadas pela perícia técnica indicam:
A terrível verdade revelada pela perícia
Pontos cruciais da investigação que desvendam a crueldade do crime.
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1. Causa do óbito
O perito confirmou homicídio por espancamento. O menino já não apresentava sinais vitais.
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2. Lesões no corpo
Foram catalogadas 17 lesões externas, distribuídas em diversas áreas, inclusive na cabeça.
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3. Natureza do sofrimento
O processo de falecimento foi descrito como lento, agônico e progressivo, indicando intensa dor.
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4. Descarta hipótese de acidente
A versão de queda ou acidente doméstico foi refutada como fantasiosa pelas evidências físicas.
Perícia contesta tese de acidente doméstico
As conclusões de Prestes são reforçadas pelo médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva, que também assina os pareceres técnicos do caso.
Ambos sustentam que o conjunto de ferimentos é incompatível com qualquer evento acidental. Para os especialistas, a multiplicidade de traumas em locais distintos do corpo comprova que houve agressão física direta e contínua.
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Trâmites e próximos passos no Tribunal do Rio
O julgamento, realizado no 2º Tribunal do Júri da Capital, ainda deve se estender por mais uma semana. Até o momento, apenas dez testemunhas foram ouvidas pelos magistrados. A expectativa é que o processo siga um cronograma rigoroso antes de chegar à fase de interrogatórios dos réus e ao debate final entre acusação e defesa.
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Após a etapa técnica com os peritos, o tribunal ouvirá outras testemunhas de acusação, entre as quais está Leniel Borel, pai do menino. Somente após todos os depoimentos e a apresentação de provas das partes, o Conselho de Sentença se reunirá para definir o veredicto de Monique e Jairinho.