Netflix deixa de funcionar em TVs antigas; veja se a sua será afetada
Atualização pode tornar o streaming incompatível com smart TVs fabricadas antes de 2016 e exigir o uso de dispositivos externos para acessar a plataforma
Formada pela UFMG, atua no jornalismo desde 2014 e tem experiência como editora e repórter. Trabalhou na Rádio UFMG e na Faculdade de Medicina da UFMG. Faz parte da editoria de Distribuição de Conteúdo / Redes Sociais do Estado de Minas desde 2022
Atualização vai fazer com que algumas smartvs parem de abrir o aplicativo da Netflix crédito: Divulgação
A Netflix anunciou que, ao longo de 2026, uma nova atualização do aplicativo poderá tornar incompatíveis diversas smart TVs mais antigas. De acordo com a empresa, a mudança faz parte das políticas periódicas da plataforma, que ajusta seus requisitos técnicos para garantir segurança, desempenho e novas funcionalidades, mas pode impactar usuários que utilizam televisores fabricados há mais tempo.
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Segundo informações disponíveis no site da própria Netflix, alguns modelos de TVs não serão mais compatíveis com o aplicativo após a atualização e, por isso, não poderão acessar o serviço diretamente pelo sistema integrado do aparelho. A maioria dos dispositivos afetados foi fabricada em 2016 ou antes, período em que muitos sistemas operacionais deixaram de receber suporte e atualizações.
Com a mudança, usuários desses aparelhos podem se deparar com mensagens informando que a Netflix não está mais disponível naquele dispositivo, mesmo que a assinatura continue ativa. Em alguns casos, acessórios externos — como dispositivos de streaming conectados via HDMI — poderão ser necessários para continuar assistindo ao conteúdo da plataforma.
A empresa reforça que muitas TVs, reprodutores e dispositivos de streaming já vêm com o aplicativo da Netflix pré-instalado e seguem compatíveis. De acordo com a Netflix, o aplicativo continuará funcionando normalmente nos seguintes modelos:
LG: televisores produzidos a partir de 2017;
Panasonic: modelos produzidos a partir de 2019;
Samsung: modelos produzidos a partir de 2019;
Sony: televisores produzidos a partir de 2018;
TCL: modelos produzidos a partir de 2014
A empresa orienta que usuários verifiquem o ano de fabricação de suas smart TVs e, se necessário, considerem alternativas como aparelhos de streaming, consoles de videogame ou set-top boxes compatíveis com a Netflix.
O novo filme da diretora Kathryn Bigelow, "Casa de Dinamite", alcançou o topo do ranking na Netflix, mas causou desconforto no Pentágono. Divulgação/Netflix
O longa é centrado em um ataque nuclear fictício contra os Estados Unidos e mostra como as autoridades lidam com o problema em 18 minutos. Divulgação/Netflix
Uma das reclamações do Pentágono foi a de que eles não foram consultados para garantir a precisão de algumas informações técnicas exibidas na tela. Camila Ferreira & Mario Duran/Wikimedia Commons
Bigelow, que já venceu o Oscar pelo filme "Guerra ao Terror", de 2008, afirmou que o filme busca realismo e autenticidade, mesmo sendo ficção. Reprodução/YouTube
"Você está convidando o público para a sala de controle do Comando Estratégico dos Estados Unidos. É um lugar de difícil acesso, então você quer que seja autêntico e honesto. Esse é o meu objetivo, e acho que o alcançamos", disse ela em entrevista ao Hollywood Reporter. Reproduc?a?o/Netflix
Uma das principais divergências entre o filme e o Pentágono envolve a eficiência dos artefatos de interceptação de mísseis. Reprodução/sputiniknews.com
Segundo documentos obtidos pela Bloomberg, o Pentágono criticou cenas em que personagens afirmam que o sistema antimísseis dos Estados Unidos tem apenas 50% ou 61% de eficácia. Justin Cron/Unsplash
Em uma das cenas, o secretário de Defesa, interpretado pelo ator Jared Harris, critica o fato do sistema ter custado US$ 50 bilhões e ter uma chance de sucesso de apenas 50%. Reproduc?a?o/Netflix
A Agência de Defesa Contra Mísseis (MDA) rebateu dizendo que os sistemas atuais teriam 100% de precisão em testes recentes. Maciej Ruminkiewicz/Unsplash
Segundo o órgão, o modelo referenciado no filme diz respeito a um sistema antigo, que não é mais usado pelos Estados Unidos. Reproduc?a?o/Netflix
Em outro momento da trama, o vice-assessor de segurança nacional, vivido pelo ator Gabriel Basso, comenta que o índice de sucesso é de 61%. Reproduc?a?o/Netflix
O roteirista do filme, Noah Oppenheim, se explicou dizendo que usou dados de cenários controlados e que especialistas consultados consideraram os 61% uma estimativa até otimista. Reprodução/Netflix
"Como mencionamos no filme, há menos de 50 desses interceptores terrestres em nosso arsenal, então, mesmo que funcionassem perfeitamente, não temos muitos disponíveis para uso", disse ele à revista The Atlantic. Noah Wulf/Wikimedia Commons
Especialistas independentes entrevistados pela rádio NPR reconheceram que o filme tem elementos exagerados, como a ideia de um ataque nuclear repentino em um dia aparentemente tranquilo, sem contexto de conflito. Reproduc?a?o/Netflix
"Os verdadeiros perigos de uma guerra nuclear têm a ver principalmente com a escalada de uma crise não nuclear que evolua para um conflito armado", explicou Matthew Bunn, especialista em questões nucleares na Escola Kennedy de Harvard. Domínio Público
Além disso, no filme o sistema de defesa do Alasca dispara apenas dois interceptores contra o míssil, quando, na realidade, seria mais provável disparar quatro ou mais para aumentar as chances de acerto. Divulgac?a?o/Netflix
Apesar das críticas, o filme foi elogiado pela sua precisão visual e procedimental. Reproduc?a?o/Netflix
Especialistas apontaram que as representações das salas de comando, da Sala de Situação da Casa Branca e do centro subterrâneo do STRATCOM são extremamente fiéis à realidade. Sachith Ravishka Kodikara/Pexels