Número de mortos em terremotos na Venezuela sobe para 589
Os tremores de 7,2 e 7,5 graus de magnitude que atingiram o Norte do país na quarta-feira deixaram um cenário de devastação
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Com equipamentos pesados ou com as próprias mãos, socorristas e voluntários procuravam sobreviventes nesta sexta-feira (26/6) dos terremotos que sacudiram a Venezuela na quarta-feira (24/6) e deixaram, oficialmente, 589 mortos e milhares de desaparecidos.
Os tremores de 7,2 e 7,5 graus de magnitude que atingiram o Norte do país na quarta-feira deixaram um cenário de devastação, com dezenas de prédios que desabaram, em particular na região de La Guaira, uma cidade litorânea próxima de Caracas.
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Equipes internacionais de busca e resgate de pelo menos 17 países estão se mobilizando para ajudar, anunciou nesta sexta-feira a ONU. Socorristas de El Salvador e do México já desembarcaram em Caracas. A imprensa venezuelana também informou sobre a chegada de equipes e insumos do Chile e da Suíça.
Os trabalhos de resgate avançam lentamente e há corpos ainda visíveis sob os escombros.
Em Caracas, na madrugada, operários iluminados por um refletor utilizavam marretas nos escombros de um prédio destruído. "Silêncio absoluto", grita um deles, para tentar escutar possíveis pessoas presas. "Uma lanterna, uma lanterna", pede outro.
O balanço oficial de mortos subiu de 235 na quinta-feira para 589 na manhã desta sexta (26/6), informou a presidente interina Delcy Rodríguez durante uma reunião com comandantes militares e civis transmitida pela TV estatal. O número de feridos foi revisado para 2.980 pessoas, contra quase 4.300 mencionados na véspera.
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Mas as redes sociais estão dominadas por pedidos de informações sobre desaparecidos. Um portal de internet criado por venezuelanos para ajudar na busca cita quase 50.000 pessoas cujos parentes não conseguiram entrar em contato desde os tremores.
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O presidente da Assembleia Nacional e irmão da presidente, Jorge Rodríguez, afirmou na quinta-feira que o governo contabilizou mais de 200 pessoas presas nos escombros.