A streamer americana EmilyCC transformou a própria vida em um reality show permanente. Há mais de quatro anos, a criadora de conteúdo transmite praticamente todos os momentos do seu cotidiano na plataforma Twitch, mantendo uma live ativa 24 horas por dia, sete dias por semana.
Aos 28 anos, Emily vive diante de uma câmera desde novembro de 2021. O canal começou como uma “subathon”, formato comum na Twitch em que a duração da transmissão aumenta conforme o público assina ou doa dinheiro. Mas, em vez de encerrar a maratona, ela simplesmente continuou. Hoje, já soma mais de 1.450 dias consecutivos ao vivo.
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A transmissão acompanha quase tudo: refeições, viagens, conversas casuais, cochilos e momentos de tédio absoluto. Apenas o banheiro permanece fora do enquadramento. Mesmo enquanto dorme, Emily mantém a live ligada para milhares de espectadores que acompanham sua rotina em tempo real.
O público não apenas assiste: participa, interfere, provoca e recompensa. A dinâmica lembra as redes sociais tradicionais, mas amplificada. Comentários chegam instantaneamente. Reações surgem em segundos. Pequenos estímulos viram doses contínuas de validação. Além da interação, há também o dinheiro. Espectadores enviam pagamentos para sugerir ações, pedir desafios ou simplesmente chamar atenção.
Antes de se tornar um fenômeno, Emily trabalhava em trabalhos comuns e começou a fazer lives para encontrar pessoas para jogar videogame. Os seguidores começaram a chegar e, com o tempo, ela percebeu que poderia ganhar dinheiro com o hobby e se transformar numa streamer. Ao todo, são quase 10 anos fazendo conteúdo nas redes sociais.
Em um subathon, ela percebeu que queria ficar cada vez mais tempo na transmissão ao vivo. “Pensei: ‘Não quero que isso acabe’, porque estava indo bem. Fui a primeira pessoa a atingir 100 dias em um subathon. Aí resolvi continuar, transformar isso num estilo de vida”, contou ao G1.
A própria Emily admite, porém, que viver permanentemente conectada tem consequências. A streamer contou que sua saúde mental foi afetada pela exposição constante. Um vídeo em que ela chorava após a morte do cachorro viralizou sem controle, acumulando milhões de visualizações. Ela também já enfrentou perseguição online e ameaças.
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“Às vezes eu só quero deitar na cama, relaxar e descansar. E eu sinto que, quando faço isso, estou meio que decepcionando as pessoas porque não estou criando conteúdo. Eles me veem deitada na cama, só rolando o TikTok ou assistindo a um filme”, desabafou.
