Jeffrey Dahmer foi condenado por 17 assassinatos cometidos entre 1978 e 1991 - (crédito: Curt Borgwardt/Sygma via Getty Image)
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A mãe do assassino em série Jeffrey Dahmer (1960-1994), Joyce Dahmer, afirmou ao psicólogo criminal Eric Hickey que o filho não tinha intenção de ferir as vítimas, apesar dos crimes brutais que o tornaram um dos serial killers mais conhecidos da história. A conversa ocorreu no início da década de 1990, logo após a prisão do “Canibal Americano”.
“Ele os matava, mas nunca tentou machucá-los”, defendeu a mãe de Dahmer ao psicólogo. A mãe do assassino morreu em 2000 e manteve até o fim a visão de que o filho não era movido por ódio ou desejo de ferir deliberadamente as pessoas. Só agora o psicólogo revelou a declaração.
Também conhecido como “O Açougueiro de Milwaukee”, Dahmer foi condenado por 17 assassinatos cometidos entre 1978 e 1991. Suas vítimas eram principalmente homens e adolescentes. Os crimes envolveram necrofilia, desmembramento e canibalismo.
Hickey, que passou décadas estudando assassinos em série, afirma que Dahmer apresentava traços de sociopatia — diferente de alguns criminosos considerados psicopatas. Segundo ele, mesmo após cometer crimes extremamente violentos, Dahmer demonstrava uma forma distorcida de culpa e até certo apego familiar.
Em relatos reunidos pelo especialista, o próprio assassino descreveu de forma perturbadora a lógica por trás de seus atos. Em uma ocasião, ele organizou oito cabeças humanas sobre uma mesa, diante de uma cadeira.
“Agora eu poderia estar cercado pelos meus amigos. Eles nunca poderiam me deixar. E eles também são fisicamente parte de mim — porque eu os comi”, disse o assassino.
Novas análises levantadas por especialistas indicam que o número real de vítimas de Dahmer pode ser maior do que o oficialmente registrado. Alguns investigadores acreditam que os crimes possam chegar a cerca de 30 vítimas — número semelhante ao atribuído a outro serial killer famoso, Ted Bundy.
Investigação também revisita outro assassino
As declarações fazem parte de uma investigação maior conduzida pelo psicólogo e pelos pesquisadores australianos Andy Byrne e Mark Lewellyn, apresentada no podcast de true crime “Catching Evil”. O projeto também reexamina os crimes de Christopher Wilder, responsável por uma série de assassinatos nos Estados Unidos em 1984.
Conhecido como Assassino da Rainha da Beleza, Wilder é suspeito de assassinar cerca de 8 a 12 mulheres durante uma onda de crimes em 1984, embora o número exato seja incerto, pois muitas vítimas desapareceram e seus corpos nunca foram encontrados.
De acordo com especialistas envolvidos na investigação, Wilder se encaixa em um perfil ainda mais extremo do que Dahmer: o de um psicopata clássico. “Para esses indivíduos, a tortura não é um acidente. É a forma como eles processam o mundo”, explicou o especialista.
“Ela tem prazer em matar. A motivação pouco importa para ela. Ela quer matar e quer ser vista como a pessoa que descobre o crime”, relatou Ideião.
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Ana Paula e a irmã Roberta Fernandes, apontada como cúmplice, estão presas preventivamente.
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Foi esse comportamento que motivou o cruzamento dos registros, revelando que Ana Paula estava ligada a todos os falecimentos.
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“Ela comparecia constantemente à delegacia, queria saber o andamento dos inquéritos, se as perícias confirmavam envenenamento. Esse foi o ponto de virada da investigação”, afirmou o delegado.
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Ana Paula também é suspeita de estar envolvida em outras mortes: a do tunisiano Hayder Mhazres, seu ex-namorado, e de um idoso no Rio de Janeiro, envenenado a pedido da filha, que é sua ex-colega de faculdade.
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Após a morte de Maria Aparecida ter sido classificada como "natural", ela chegou a ligar novamente para a polícia alegando ter encontrado um bolo “com cheiro de morte” em sua casa.
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A insistência da suspeita em acompanhar de perto os inquéritos começou a chamar a atenção dos investigadores.
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As investigações apontaram que a estudante tentou culpar um policial militar com quem ela mesma se envolveu pela morte de Maria Aparecida.
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Segundo o boletim de ocorrência, Ana Paula se identificava falsamente como "Carla".
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Alguns meses depois, ela repetiu o padrão para comunicar a morte de Maria Aparecida Rodrigues. Elas se conheceram por meio de um aplicativo de relacionamento.
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No entanto, a perícia não encontrou sinais de ferimento, e a investigação aponta que esse teria sido o primeiro crime cometido por envenenamento.
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Ao depor, ela afirmou ter desferido uma facada sob a axila direita do homem após uma discussão e supostas ameaças à sua família.
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Durante a ligação, a estudante aparentava estar preocupada, mas, em imagens gravadas no local, foi possível ver que ela esboça um sorriso ao ser informada da morte do vizinho.
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Ana Paula foi quem acionou a polícia, alegando que o homem estava trancado em casa há dias e não respondia.
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A primeira vez que a estudante chamou a atenção da polícia foi justamente após o falecimento do seu senhorio.
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Um investigador afirmou que Ana Paula tinha prazer em criar versões, inventar ameaças e usar a própria polícia para sustentar sua narrativa.
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Entre os boletins de ocorrência registrados, Ana Paula aparecia como denunciante, testemunha e até suposta vítima.
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De acordo com a polícia, ela mesma ligava para relatar as mortes, numa tentativa de manipular as apurações e afastar suspeitas.
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Segundo as investigações, a universitária seguia um mesmo padrão após cada crime.
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Em depoimento, Ana Paula Veloso confessou ter assassinado seu senhorio, Marcelo Hari Fonseca, na noite de 26 de janeiro de 2025, em Guarulhos, São Paulo.
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Uma estudante de Direito de 36 anos vem sendo apontada pela Polícia Civil de São Paulo como uma possível "serial killer".
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