Formada pela UFMG, atua no jornalismo desde 2014 e tem experiência como editora e repórter. Trabalhou na Rádio UFMG e na Faculdade de Medicina da UFMG. Faz parte da editoria de Distribuição de Conteúdo / Redes Sociais do Estado de Minas desde 2022
Andrew Kuntz imitou Vegeta durante ataque de abelhas crédito: Redes sociais
Um menino atacado por 400 abelhas africanas usou uma técnica que aprendeu no desenho “Dragon ball Z” para sobreviver. Andrew Kuntz, morador de Stafford, no Arizona, nos Estados Unidos, disse ter canalizado a força do personagem Vegeta para sobreviver a um ataque de centenas de abelhas.
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A história ocorreu em 2017, mas voltou a circular nas redes sociais. Andrew, que na época tinha 11 anos, estava brincando com um amigo e atirava, com uma espingarda de chumbinho, em carros velhos e enferrujados, quando um disparo atingiu uma colmeia escondida em um dos veículos.
O enxame cobriu o garoto da cabeça aos pés, e ele começou a perder a consciência. O chefe do Corpo de Bombeiros de Stafford, Clark Bingham, foi um dos primeiros a chegar ao local. “Ele estava coberto de abelhas, no rosto, nos braços e nas mãos. Foi bem feio”, afirmou.
Bingham, que é alérgico a picadas de abelha, não hesitou em agir. “Eu o agarrei pelo braço e pelo cinto e corremos para o sul, descendo o leito do rio”, relatou. Andrew foi levado para atendimento e transportado por cerca de três horas até o Hospital Infantil de Phoenix, onde recebeu tratamento e se recuperou completamente.
A história ganhou repercussão mundial quando Andrew contou como conseguiu suportar a dor das picadas. Fã de Dragon Ball Z, ele disse que pensou em Vegeta, o príncipe dos saiyajins, personagem conhecido por sua personalidade explosiva e determinação em batalhas. No anime, o personagem aprimora a capacidade de concentrar, manipular e liberar energia.
Durante o ataque, Andrew teria gritado como os personagens do anime fazem ao “liberar poder” e se transformar. Ao acordar no hospital, resumiu a experiência com uma frase: “Meu nome é Andrew, mas podem me chamar de Vegeta. Eu sobrevivi a 400 picadas”.
Menos de duas semanas após o incidente, Andrew já estava de volta a Stafford, se recuperando bem. Sua mãe, Christina Kuntz, chegou a organizar um churrasco para agradecer aos socorristas que salvaram o filho.
Uma nova espécie de abelha foi identificada na região de Bremer Ranges, Austrália Ocidental, e recebeu o nome de Megachile lucifer devido aos pequenos “chifres” altamente marcantes nas fêmeas.
Divulgação Kit Prendergast/Curtin University
Os cientistas destacam que a espécie pode estar em risco por depender apenas de um tipo de planta em perigosa área de mineração, o que evidencia a urgência em mapear e proteger as abelhas nativas. Divulgação Journal of Hymenoptera Research
O estudo foi publicado no Journal of Hymenoptera Research, revista científica internacional especializada no estudo da ordem de insetos que inclui abelhas, vespas, formigas e marimbondos. Divulgação Journal of Hymenoptera Research
Por sinal, o Brasil também tem abelhas consideradas únicas em determinada região. Pesquisa do Rede Biota Cerrado, financiada pelo CNPq, descobriu abelhas que só existem na Chapada dos Veadeiros. Reprodução
O estudo, liderado pelo professor Antônio Aguiar , da Universidade de Brasília, visa a mapear as espécies, avaliar suas populações e acompanhar riscos ambientais.
O projeto envolve estudantes na coleta de abelhas e na análise genética das populações na Chapada dos Veadeiros, com pesquisas realizadas no Santuário Fazenda Volta da Serra, que apoia a ciência há mais de 20 anos.
Abelhas sempre dão o que falar. No Reino Unido, recentemente, um adolescente britânico de 13 anos adaptou o seu próprio quarto para fazer a criação de abelhas. Reprodução redes sociais
Com criatividade, ele usou impressão 3D para fazer uma colmeia modular conectada à janela. Com softwares de uso livre, ele criou peças funcionais, leves e resistentes.
Reprodução redes sociais
O modelo da colmeia é o tradicional, hexagonal, ou seja, com seis lados. E as abelhas já estão produzindo mel. Reprodução redes sociais
O sistema inspirado em compartimentos herméticos de submarinos permite que as abelhas entrem e saiam livremente por uma conexão com a janela sem invadir o quarto. Reprodução redes sociais
A redução no número de abelhas preocupa ambientalistas e produtores rurais em todo o mundo. Mais da metade dos cultivos do planeta dependem da polinização de abelhas e outros insetos, de acordo com o site New Scientist. Prefeitura de Barra do Rio Azul
Inseticidas, desmatamento e mudanças climáticas são apontados como os principais fatores que resultam no desaparecimento delas. Imagens de Al Lambe por Pixabay e Freepik
Por isso, cientistas vêm tentando desenvolver mecanismos que possam substituir, ou pelo menos se juntar às abelhas na polinização de plantas. Imagens Freepik - Montagem FLIPAR
Iniciativas isoladas e inspiradoras como a de Oliver Taylor são sempre bem-vindas mostrando o potencial de espaços aparentemente reduzidos para a preservação das abelhas. Reprodução redes sociais
No Japão, em 2017, pesquisadores criaram um drone para substituir a abelha na polinização cruzada. Youtube Canal New Cientist
Esse tipo de polinização ocorre quando o inseto leva o pólen de uma flor até outra flor, no processo de reprodução da planta. Imagem Frepik
O estudo foi desenvolvido pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Industrial Avançada. Flickr Yoji Shidara
O drone-abelha tem 4 centímetros e pesa 15 gramas. Youtube Canal New Cientist
A parte inferior do equipamento é coberta com crina e um gel “grudento” para pegar o pólen de uma flor e deixá-lo em outra. Youtube Canal Science Magazine
0s testes foram feitos em plantações de lírio. Mas houve danos às flores e, por isso, os pesquisadores decidiram aprimorar os mecanismos. Youtube Canal Science Magazine
Em 2022, pesquisadores da University College London e da Empa - Materiais e Tecnologias para um Futuro Sustentável - fizeram testes com drones colaborativos inspirados no comportamento das abelhas. Steve Cadman - Wikimédia Commns, Divulgação UCL, Divulgação e Facebook Empa
Engenheiros da Universidade de Washington anunciaram a criação de um sistema de sensores que utilizam o ciclo natural de vida das abelhas para monitorar informações de temperatura, umidade e intensidade da luz.. (Mark Stone/University of Washington/Divulgação)
Mas todos sabem que nada poderá substituir a natureza à altura. E o bom mesmo é ter as abelhas! Então, a hora é de preservar. Imagns de Alexa, Bevrely Buckley e Adina Voicu por Pixabay e Freepik
Embora sejam sempre associadas à produção de mel, elas também são fundamentais para o equilíbrio ambiental. Imagem Freepik
As abelhas vivem em grupos e desempenham atividades que impactam a natureza de diferentes formas. Imagem de Josch13 por Pixaba
Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revelam que 70% de todas as culturas agrícolas são polinizadas por abelhas. United States Department of Agriculture - Wikimédia Commons
Portanto, uma grande parte dos alimentos consumidos pelas pessoas depende da polinização das abelhas. Imagem Freepik
A ação das abelhas no meio ambiente também colabora para a preservação das matas nativas, já que 85% das plantas florestas são polinizadas por esses insetos. Imagem de Bruno por Pixabay
Na Mata Atlântica, por exemplo, um importante bioma do Brasil, 90% das espécies vegetais são polinizadas por abelhas. Divulgação Ministério do Meio Ambiente