DUPLO HOMICÍDIO

Cirurgião é acusado de matar ex-mulher e o marido dela

Polícia aponta que o crime foi precedido por perseguição, invasão da casa e ameaças feitas pelo ex-marido

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O cirurgião vascular Michael McKee foi preso acusado de homicídio qualificado pela morte da ex-mulher, Monique Tepe, e do novo marido dela,  Spencer Tepe, em Columbus, no estado de Ohio, nos Estados Unidos. O homem de 39 anos foi detido no dia 10 de janeiro e responde também por invasão de domicílio. Segundo a polícia, ele teria ameaçado a ex-companheira repetidas vezes antes de atirar no casal.

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McKee e Monique foram casados por cerca de dois anos, com cerimônia realizada em 2015. O divórcio foi formalizado em 2017, com a alegação de incompatibilidade. 

Monique e Michael se casaram em 2015, após um breve relacionamento
Monique e Michael se casaram em 2015, após um breve relacionamento Redes sociais

Monique e Spencer eram casados desde 2021. Os dois foram encontrados mortos dentro da casa da família na manhã de 30 de dezembro, após amigos acionarem a polícia ao estranharem a ausência dele no trabalho.

De acordo com a imprensa internacional, uma testemunha relatou que McKee disse a Monique que poderia “matá-la a qualquer momento”, além de afirmar que ela sempre seria a esposa dele e que a encontraria onde quer que estivesse. 

Outra testemunha afirmou que Monique contou ter sido estrangulada e forçada a manter relações sexuais não consensuais durante o período em que foi casada com o médico.

A polícia informou que, no momento do crime, os dois filhos do casal Tape, um bebê de um ano e uma criança de quatro, estavam dentro da residência, mas não ficaram feridos. O cachorro da família também foi encontrado ileso.

Investigações

Segundo os investigadores, McKee invadiu a casa de Monique e Spencer no dia 6 de dezembro, cerca de três semanas antes do crime, enquanto o casal estava fora da cidade. Na ocasião, eles viajavam para assistir a um jogo de futebol americano.

Amigos que estavam com o casal relataram à polícia que Monique deixou o evento mais cedo naquela noite, demonstrando estar abalada por algo relacionado ao ex-marido. A polícia afirma ainda que McKee foi visto diversas vezes nas imediações da casa antes dos assassinatos, dirigindo um SUV prateado que possuía um adesivo com uma placa posteriormente identificada como roubada.

Os corpos de Monique e Spencer foram encontrados cerca de seis horas depois do assassinato, estimam os investigadores. Monique apresentava um ferimento de bala no peito, enquanto Spencer foi atingido por múltiplos disparos. Cápsulas de munição calibre 9 mm foram encontradas na cena, o que levou os investigadores a descartar a hipótese de homicídio seguido de suicídio.

A arma utilizada no ataque, segundo os detetives, estava equipada com um silenciador. Durante a prisão de McKee, em Chicago, a polícia apreendeu diversas armas e afirmou haver uma ligação preliminar entre uma delas e o crime.

Prisão e acusações

Michael McKee foi localizado e preso após uma busca que durou dez dias. Ele permanece sob custódia no Condado de Franklin, sem direito à fiança. Caso seja condenado, pode pegar prisão perpétua. O médico se declarou inocente de todas as acusações.

Documentos judiciais revelaram que, na noite do crime, o celular de McKee permaneceu por cerca de 17 horas sem qualquer atividade em seu local de trabalho, um hospital em Illinois, o que levantou suspeitas sobre uma possível tentativa de criar um álibi.

A chefe de polícia de Columbus, Elaine Bryant, afirmou que o ataque foi direcionado e relacionado à violência doméstica. “Acreditamos que este foi um ataque planejado. Identificamos o responsável pelos assassinatos de Monique e Spencer Tepe, e essa pessoa é Michael McKee”, disse em coletiva.

Familiares de Monique afirmaram que a prisão do ex-marido não foi uma surpresa. Em nota, a família das vítimas descreveu o relacionamento de Monique e Spencer como “lindo, forte e profundamente feliz” e disse estar empenhada em buscar justiça e proteger o futuro dos filhos do casal. O caso segue sob investigação.

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