Trump chama manifestantes pró-Venezuela de ‘as pessoas mais feias’ do mundo
Declaração foi feita após protestos em Nova York contra a captura de Nicolás Maduro e gerou críticas pelo tom ofensivo e discriminatório do presidente dos EUA
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou manifestantes que protestaram em Nova York contra a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro, chamando-os de “as pessoas mais feias” que já viu. A declaração foi feita na terça-feira (6/1), durante um discurso em uma reunião com deputados republicanos, em Washington.
Ao comentar os atos realizados na cidade, Trump desdenhou dos participantes e questionou a origem dos manifestantes. “Onde acharam essas pessoas? Essas pessoas são um desastre. São as pessoas mais feias que eu já vi”, afirmou.
O presidente também acusou, sem apresentar provas, que os manifestantes receberam dinheiro para realizar os atos. “Eles são todos pagos. Eles nem sabem do que estão falando”, disse.
As manifestações ocorreram após a operação militar liderada pelos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro, no sábado. Desde então, Nova York se tornou um dos principais palcos de protestos contra a intervenção norte-americana na Venezuela.
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Trump ainda fez acusações a Maduro, dizendo que ele é um “homem violento” que cometeu tortura e crimes contra milhões de pessoas. O presidente também criticou a imprensa, afirmando que a cobertura sobre a operação tem sido injustamente negativa.
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No mesmo dia, Trump anunciou que o governo interino da Venezuela concordou em entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos. Segundo o republicano, o óleo será vendido a preço de mercado e os recursos ficarão sob controle do governo norte-americano. “Esse dinheiro será controlado por mim, como presidente dos EUA, para garantir que seja usado em benefício dos povos da Venezuela e dos EUA”, escreveu Trump no perfil do Truth Social.
Na segunda-feira, Delcy Rodríguez tomou posse como presidente interina da Venezuela após a captura de Maduro. Em discurso, ela o chamou de presidente e herói. Segundo a colunista Mariana Sanches, do UOL, Delcy e o irmão, Jorge Rodríguez — presidente da Assembleia Nacional — mantiveram conversas por meses com representantes ligados ao governo Trump antes da operação.
As negociações teriam sido conduzidas principalmente pelo embaixador americano Richard Grenell, enviado presidencial para missões especiais na Venezuela. Os diálogos incluíam interesses de Washington em acordos para exploração de petróleo e minérios, além da repatriação de imigrantes venezuelanos em situação irregular nos EUA.
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