Após as fortes chuvas que atingiram Belo Horizonte e Região Metropolitana nessa quinta-feira (5/11), seis das dez regionais da capital mineira estão sob alerta de risco geológico forte até a próxima segunda-feira (9/11).
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O aviso vale para as regionais Venda Nova, Norte, Nordeste, Pampulha, Noroeste e Oeste. Segundo a Defesa Civil da capital, o volume de chuva registrado nas últimas horas, somado à previsão de novas precipitações, aumenta a possibilidade de quedas de muros, deslizamentos de terra e desabamentos.
Até as 16h30 de quinta, a regional Nordeste registrou o maior volume de chuva acumulado em novembro, com 106,2 milímetros, o equivalente a 45% da média esperada para todo o mês. Na sequência, aparecem as regionais Oeste, com 100,4 mm (42,5%), e Noroeste, com 96,8 mm (41%). Em Venda Nova, o acumulado chegou a 88,8 mm (37,6%), enquanto na Pampulha foi de 80,8 mm (34,2%).
A média climatológica de chuva para novembro em Belo Horizonte é de 236 mm, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), considerando a série histórica de 1991 a 2020.
Temporal provoca 14 ocorrências
A Defesa Civil de Belo Horizonte contabilizou 14 ocorrências relacionadas ao temporal. As regionais Oeste, Centro-Sul e Leste foram as mais atingidas.
Do total de registros, sete foram de danos em edificações e quatro envolveram muros. Também foram contabilizados dois casos de alagamento, enchente ou inundação e um de dano em via pública.
Entre os casos registrados está o desabamento parcial de um cortiço no bairro Nazaré, na Região Nordeste de BH, na madrugada desta sexta (6/11). Ninguém ficou ferido, mas 32 pessoas precisaram deixar suas casas. Os moradores foram encaminhados ao Abrigo Tia Branca, no bairro Bonfim.
Sinais de risco
Com o solo encharcado, a Defesa Civil orienta que os moradores fiquem atentos a sinais de instabilidade nos terrenos e nas construções. Trincas nas paredes, rachaduras no solo, portas e janelas emperradas e água acumulada no quintal podem indicar risco de deslizamento.
Também exigem atenção a água minando da base de barrancos, a inclinação de postes e árvores, muros e paredes estufados e estalos nas estruturas.
Ao identificar qualquer um desses sinais, a recomendação é sair imediatamente do imóvel e acionar a Defesa Civil pelo 199, ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.
O órgão também recomenda evitar cortes muito altos e inclinados em barrancos, instalar calhas nos telhados, consertar vazamentos em caixas-d'água e reservatórios e não jogar lixo, entulho ou esgoto nas encostas. Queimadas também devem ser evitadas.
Como receber os alertas
Os moradores podem receber avisos sobre chuvas fortes, granizo, tempestades, vendavais, alagamentos e riscos de deslizamentos pelo canal público da Defesa Civil no WhatsApp.
Outra opção é o serviço gratuito de SMS. Para se cadastrar, basta enviar uma mensagem com o CEP da rua para o número 40199. Uma confirmação será enviada na sequência.
Os alertas também são divulgados nos perfis oficiais da Defesa Civil no Instagram, Facebook, X e no canal público do Telegram.
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*Estagiária sob supervisão do editor-executivo João Renato Faria
