Brasileiro é extraditado da Bolívia por crimes cometidos em Minas
Homem de 42 anos estava foragido desde que teve a prisão domiciliar revogada. Ele foi preso em Santa Cruz de la Sierra, em julho de 2024, e chegou ao Brasil nesta sexta-feira (6/11)
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Um brasileiro de 42 anos, condenado por roubo, homicídio e tráfico de drogas, foi extraditado da Bolívia para o Brasil nesta sexta-feira (6/11). O homem estava foragido da Justiça brasileira e foi localizado em julho de 2024, em Santa Cruz de la Sierra. Ele também é investigado por envolvimento com organização criminosa e lavagem de dinheiro, no âmbito da Operação Fantoche, deflagrada em Minas Gerais em junho de 2023.
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A extradição foi realizada com participação da Polícia Federal (PF), após um trabalho de cooperação entre autoridades brasileiras. O homem havia deixado o país depois que a Justiça revogou o benefício da prisão domiciliar, diante de irregularidades identificadas no cumprimento das condições impostas para a manutenção da medida.
Segundo a PF, levantamentos da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Minas Gerais (FICCO/MG) apontaram que o investigado utilizava declarações de trabalho vinculadas a empresas inexistentes para comprovar o exercício de atividade profissional. A documentação era apresentada como parte das exigências para permanecer em prisão domiciliar.
Com a identificação das irregularidades, o benefício foi revogado e um novo mandado de prisão foi expedido. No entanto, o homem já havia deixado o Brasil e passou a ser considerado foragido. Ele acabou localizado e preso em território boliviano em julho de 2024.
A captura deu início aos procedimentos para que ele fosse enviado de volta ao Brasil. O processo de extradição contou com troca de informações de inteligência entre a FICCO/MG e o Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI), sediado no Rio de Janeiro.
Depois dos trâmites conduzidos pelos Ministérios da Justiça e das Relações Exteriores, o brasileiro foi escoltado por agentes da Polícia Federal até o território nacional. Ele será encaminhado ao sistema prisional de Minas Gerais, onde ficará à disposição da Justiça.
Operação Fantoche
O homem foi um dos alvos da Operação Fantoche, deflagrada pela FICCO/MG em junho de 2023 para combater a atuação de grupos criminosos. No processo relacionado à investigação, ele foi condenado em primeira instância pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
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A FICCO/MG é uma força-tarefa coordenada pela Polícia Federal e composta por integrantes das polícias Militar, Civil, Penal e Rodoviária Federal, além da Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN). A atuação conjunta busca integrar investigações e ações de repressão ao crime organizado.