IMIGRAÇÃO ILEGAL

Operação mira grupo suspeito de levar brasileiros ilegalmente aos EUA

Investigação da Polícia Federal (PF) aponta movimentação de R$ 270 milhões por empresas ligadas aos investigados e possível lavagem de dinheiro proveniente do esquema

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Um grupo investigado por organizar a entrada ilegal de brasileiros nos Estados Unidos foi alvo da Operação Chihuahua, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em Central de Minas, na Região do Vale do Rio Doce, na manhã desta sexta-feira (6/11). A organização é suspeita de viabilizar a imigração irregular de mais de 270 pessoas entre 2021 e 2024, por meio de viagens que passavam pelo México.

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A investigação identificou que o principal suspeito coordenava toda a logística do esquema, desde a saída dos brasileiros do país, por via aérea, até a entrada irregular em território norte-americano. Para realizar o trajeto, os imigrantes eram encaminhados ao México, de onde seguiam para os Estados Unidos.

Segundo a apuração, o investigado contava com a participação do irmão, apontado como seu braço-direito, e de outros sete suspeitos. Cada pessoa teria pago aproximadamente US$ 20 mil, o equivalente a cerca de R$ 100 mil, pela promessa de conseguir entrar nos Estados Unidos.

Empresas e lavagem de dinheiro

Além do contrabando de migrantes, os investigadores identificaram uma estrutura financeira que teria sido montada para ocultar o patrimônio e dissimular a origem dos recursos obtidos ilegalmente.

O grupo utilizava sete empresas para movimentar grandes quantias de dinheiro. Entre 2019 e 2024, o conglomerado empresarial teria registrado transações de aproximadamente R$ 270 milhões. Desse total, quase R$ 12 milhões seriam provenientes do esquema de contrabando de imigrantes.

As análises financeiras, realizadas após autorização judicial, buscaram rastrear as movimentações e identificar possíveis mecanismos de lavagem de dinheiro. A investigação também apontou o uso de empresas de fachada para dificultar a identificação da origem dos valores.

Mandados e bloqueio

A operação conta com o cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão, além de medidas para recolher veículos ligados aos investigados, que foram alvo de sequestro judicial.

A Justiça também autorizou o bloqueio de até R$ 27 milhões em bens e valores relacionados à organização criminosa.

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*Estagiária sob supervisão do editor-executivo João Renato Faria

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