O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) suspendeu, no início da noite deste sábado (31/10), as buscas pelo homem arrastado pela correnteza do córrego Guará, no município de Guarará, na Zona da Mata mineira. A vítima não foi localizada.
De acordo com os bombeiros, os trabalhos percorreram aproximadamente 10 quilômetros do leito do córrego. As equipes também fizeram buscas visuais e utilizaram um drone para identificar possíveis pontos de interesse.
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As operações foram interrompidas devido aos riscos enfrentados pelos militares durante o trabalho. Uma guarnição composta por três bombeiros foi empenhada na ocorrência. As buscas serão retomadas na manhã deste domingo (1º/11).
Homem foi arrastado para galeria durante temporal
O caso ocorreu por volta das 21h de sexta-feira (30/10), quando o córrego Guará transbordou após as fortes chuvas que atingiram a região. O homem, ainda não identificado, foi levado pela correnteza em direção a uma galeria de manilhas.
Segundo relatos de testemunhas, ele chegou a pedir socorro e tentou se segurar enquanto era arrastado pela força da água, mas acabou sendo levado para dentro da estrutura subterrânea.
Os bombeiros iniciaram as buscas ainda na noite de sexta-feira, mas não conseguiram localizar a vítima.
o homem pode ser a primeira vítima da temporada de chuvas que começou em outubro e vai até março de 2027, pela contabilidade da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais (Cedec-MG).
As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata e principalmente o município vizinho a Guará, de Juiz de Fora, em fevereiro de 2026, causaram um total de 66 mortes na cidade, configurando uma das piores tragédias climáticas da história recente da Zona da Mata mineira.
Onde as chuvas também trouxeram destruição?
Os temporais também deixaram rastros de danos em outras regiões da Zona da Mata e no Vale do Aço.
Em Juiz de Fora, município vizinho a Guarará, uma residência que já se encontrava interditada desabou, sem registro de feridos.
Já no limite entre Piedade dos Gerais e Visconde do Rio Branco, a elevação repentina de um rio deixou uma pessoa ilhada sobre uma ponte, sendo resgatada sem ferimentos pelos socorristas. Em Coronel Fabriciano, o desmoronamento da escada de um imóvel bloqueou o acesso dos moradores, que precisaram de auxílio para sair do local.
Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a instabilidade climática causou o desmoronamento de uma parede recém-construída no bairro Santa Amélia, que caiu sobre parte de uma laje residencial sem deixar vítimas.
Em todo o território mineiro, o CBMMG contabilizou 50 ocorrências associadas às precipitações em 24 horas, das quais 46 envolveram vistorias e cortes emergenciais devido ao perigo de queda de árvores sobre vias e redes elétricas.
O balanço consolidado pela Cedec-MG aponta que 36 municípios sofreram impactos diretos desde o início da temporada de chuvas, somando cerca de 200 mil pessoas atingidas.
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Até o momento, 15 cidades declararam situação de emergência homologada, com 941 moradores desalojados e 52 desabrigados recebendo assistência em abrigos públicos.
