Sete pessoas prestaram depoimento em audiência que ocorreu nesta quinta-feira (22/10) sobre o feminicídio de Stifanie Ribeiro Firmino da Silva, no Bairro Camargos, na Região Noroeste de Belo Horizonte. O acusado, ex-namorado da mulher de 35 anos, ficou em silêncio durante o interrogatório. Uma oitava testemunha foi dispensada.
A audiência de instrução aconteceu no 1º Tribunal do Júri Sumariante de BH (Fórum Lafayette). Como não houve pedido de novas diligências, a juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza abriu prazo para as alegações finais.
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Relembre o caso
Em julho deste ano, André Júnior Silva de Carvalho, de 24 anos, foi preso suspeito de matar Stifanie Ribeiro Firmino da Silva, de 35. Ele teria escondido o corpo da vítima por quatro dias no apartamento dela, no Bairro Camargos.
Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), o homem teria esganado a mulher durante uma discussão. Conforme relato do suspeito, Stifanie, que tinha diagnóstico de transtorno bipolar e enfrentava um quadro de depressão agravado pela morte recente da mãe e do irmão, teria sofrido um surto durante um desentendimento.
Ainda segundo a polícia, a mulher exigiu que André deixasse imediatamente o apartamento. Ele teria alegado que não tinha para onde ir nem tinha conseguido emprego. Durante a briga, ele teria apertado o pescoço da vítima até provocar a morte por esganadura.
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Ao ser interrogado pela polícia, André negou ter cometido o feminicídio. Segundo o delegado, ele apresentou uma versão incompatível com as provas já reunidas pela investigação. O suspeito afirmou que Stifanie teria tirado a própria vida e tentou sustentar essa narrativa com documentos médicos encontrados no apartamento.
Mensagens suspeitas foram enviadas pelo celular da vítima depois que ela desapareceu, o que despertou a desconfiança de vizinhos. Familiares e amigos teriam recebido mensagens enviadas pelo aparelho. Segundo a polícia, o que chamou a atenção foi a forma: Stifanie costumava se comunicar por mensagens de áudio, mas as respostas passaram a chegar apenas por texto.
Desconfiada, uma vizinha pediu que Stifanie enviasse um áudio ou um vídeo para comprovar que estava bem. Como não recebeu resposta, acionou a Polícia Civil.
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*Estagiário sob supervisão do editor-executivo João Renato Faria
