Namorado de mulher encontrada morta no Camargos tentou simular suicídio
Investigação aponta que suspeito também escondeu o corpo de Stifanie por quatro dias e usou aromatizante para mascarar o odor da decomposição
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André Júnior Silva de Carvalho, de 24 anos, preso por matar Stifanie Ribeiro Firmino Silva, de 35 anos, escondeu o corpo da companheira por quatro dias, no próprio apartamento dela, localizado no Bairro Camargos, região Noroeste de Belo Horizonte.
Segundo a Polícia Civil (PCMG), ele teria esganado o pescoço da mulher durante uma discussão, apesar de ter tentado sustentar a versão de suicídio, e utilizou aromatizantes para mascarar o cheiro da decomposição. Os novos detalhes da investigação foram apresentados nesta quarta-feira (22/7) pelo delegado Thiago Megale, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelo caso.
A investigação aponta que o criminoso conheceu a vítima no início de julho por meio de um aplicativo de relacionamento e passou a morar no apartamento dela poucos dias depois. A mulher o acolheu após ele afirmar que havia deixado a Região Metropolitana de Belo Horizonte em busca de emprego e não tinha onde ficar.
Depois de uma discussão motivada pelo pedido para que deixasse o apartamento, ele esganou Stifanie, ocultou seu corpo e inicialmente, tentou justificar que o caso se tratava de um suicídio. Nessa segunda-feira (21/7), o homem confessou o crime e responderá por feminicídio e ocultação de cadáver. O relacionamento entre os dois terminou antes do crime, mas ele permaneceu no imóvel como hóspede.
Diante da situação, Stifanie ofereceu abrigo em seu apartamento até que ele conseguisse um emprego e pudesse alugar um imóvel. A convivência evoluiu para um relacionamento amoroso, mas, segundo a investigação, o namoro já havia terminado quando o feminicídio ocorreu. Apesar do fim da relação, André continuava morando no apartamento.
Discussão terminou em feminicídio
Segundo a Polícia Civil, o crime aconteceu na noite da última quinta-feira (16/7). Conforme relato do suspeito, Stifanie, que possuía diagnóstico de transtorno bipolar e também enfrentava um quadro de depressão agravado pela morte recente da mãe e do irmão, teria sofrido um surto durante uma discussão.
Na ocasião, ela exigiu que André deixasse imediatamente o apartamento. O homem alegou que não tinha para onde ir nem tinha conseguido emprego. Durante a briga, ele apertou o pescoço da vítima até provocar sua morte por esganadura.
"O motivo da discussão foi porque ela pediu para que ele saísse do apartamento e procurasse outro lugar para morar. Foi nesse momento que ele a esganou", afirmou o delegado.
Tentativa de simular suicídio
Durante o primeiro interrogatório no DHPP, André negou ter cometido o feminicídio. Segundo o delegado, ele apresentou uma versão incompatível com as provas já reunidas pela investigação.
O suspeito afirmou que Stifanie teria tirado a própria vida e tentou sustentar essa narrativa utilizando documentos médicos encontrados no apartamento.
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Os laudos psiquiátricos comprovavam que a vítima sofria de depressão, fazia uso de medicamentos controlados e já havia tentado suicídio anteriormente. No entanto, a Polícia Civil descartou completamente essa hipótese.
A versão apresentada por André foi desmentida pelas evidências coletadas na perícia realizada no apartamento, pelos demais elementos da investigação e, posteriormente, pela própria confissão do suspeito.
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*Com informações de TV Alterosa