Justiça determina prisão preventiva do homem que matou namorada no Camargos
A decisão considerou que devido à periculosidade do réu, André Junio, ele deve continuar preso até a sentença final
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A Justiça converteu para preventiva a prisão em flagrante de André Junio Silva de Carvalho, de 24 anos. O investigado confessou que matou e escondeu por quatro dias o corpo da namorada, Stifanie Ribeiro Firmino Silva, de 35 anos, no apartamento dela, no Bairro Camargos, Região Noroeste de Belo Horizonte. A decisão judicial aconteceu nesta quinta-feira (23/7).
Relembre o caso
Segundo a Polícia Civil (PCMG), ele teria esganado o pescoço da mulher durante uma discussão, apesar de ter tentado sustentar a versão de suicídio, e utilizou aromatizantes para mascarar o cheiro da decomposição. Os novos detalhes da investigação foram apresentados nessa quarta-feira (22/7) pelo delegado Thiago Megale, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelo caso.
A investigação aponta que o criminoso conheceu a vítima no início de julho por meio de um aplicativo de relacionamento e passou a morar no apartamento dela poucos dias depois. A mulher o acolheu após ele dizer que havia deixado a Região Metropolitana de Belo Horizonte em busca de emprego e não tinha onde ficar.
Depois de uma discussão motivada pelo pedido para que deixasse o apartamento, ele esganou Stifanie, ocultou seu corpo e, inicialmente, tentou justificar que o caso se tratava de um suicídio. Nessa segunda-feira (21/7), o homem confessou o crime e responderá por feminicídio e ocultação de cadáver. O relacionamento entre os dois terminou antes do crime, mas ele permaneceu no imóvel como hóspede.
Stifanie ofereceu abrigo em seu apartamento até que ele conseguisse um emprego e pudesse alugar um imóvel. A convivência evoluiu para um relacionamento amoroso, mas, segundo a investigação, o namoro já havia terminado quando o feminicídio ocorreu.
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Discussão terminou em feminicídio
Segundo a Polícia Civil, o crime aconteceu na noite da última quinta-feira (16/7). Conforme relato do suspeito, Stifanie, que possuía diagnóstico de transtorno bipolar e também enfrentava um quadro de depressão agravado pela morte recente da mãe e do irmão, teria sofrido um surto durante uma discussão.
Na ocasião, ela exigiu que André deixasse imediatamente o apartamento. O homem alegou que não tinha para onde ir nem tinha conseguido emprego. Durante a briga, ele apertou o pescoço da vítima até provocar sua morte por esganadura.
"O motivo da discussão foi porque ela pediu para que ele saísse do apartamento e procurasse outro lugar para morar. Foi nesse momento que ele a esganou", afirmou o delegado.
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Tentativa de simular suicídio
Durante o primeiro interrogatório no DHPP, André negou ter cometido o feminicídio. Segundo o delegado, ele apresentou uma versão incompatível com as provas já reunidas pela investigação.
O suspeito afirmou que Stifanie teria tirado a própria vida e tentou sustentar essa narrativa utilizando documentos médicos encontrados no apartamento.
Os laudos psiquiátricos comprovavam que a vítima sofria de depressão, fazia uso de medicamentos controlados e já havia tentado suicídio anteriormente. No entanto, a Polícia Civil descartou completamente essa hipótese.
A versão apresentada por André foi desmentida pelas evidências coletadas na perícia realizada no apartamento, pelos demais elementos da investigação e, posteriormente, pela própria confissão do suspeito.
*Com informações de Sofia Maia e TV Alterosa
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*Estagiária sob supervisão da subeditora Juliana Lima