A queda de uma aeronave de pequeno porte nas proximidades da Estação São Gabriel, do metrô de Belo Horizonte, nesta sexta-feira (9/10), resultou na morte do piloto do voo. O modelo do monomotor é o PT-VHE Embraer EMB-711ST Corisco II Turbo, datado de 1988.
O acidente ainda está sob investigação pelas autoridades. Entre os modelos monomotores que marcaram a aviação brasileira está esse Embraer EMB-711ST, fabricado a partir da década de 1980.
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O impacto mobilizou equipes de resgate do Corpo de Bombeiros e órgãos de investigação aeronáutica na capital mineira. O clássico modelo nacional possui décadas de serviços prestados e representa um dos capítulos mais importantes da indústria aeronáutica brasileira voltada para a aviação geral.
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Origem e produção da linha Corisco
O Corisco nasceu de um acordo de cooperação firmado em 1974 entre a fabricante brasileira Embraer e a norte-americana Piper Aircraft. O objetivo da parceria era modernizar o parque aéreo do país e reduzir a dependência da importação de aviões de pequeno porte, permitindo a fabricação sob licença em solo nacional.
A versão EMB-711ST Corisco II Turbo chegou às pistas no início da década de 1980, trazendo aperfeiçoamentos aerodinâmicos e estruturais. A principal mudança externa foi a adoção da empenagem em T, desenho em que o estabilizador horizontal fica instalado na extremidade superior do estabilizador vertical, afastando as superfícies de comando do fluxo de ar gerado pela hélice.
Especificações técnicas e motorização
A presença do turbocompressor no motor Continental de seis cilindros garantiu uma vantagem competitiva relevante para o modelo. Enquanto propulsores convencionais aspirados perdem rendimento conforme a altitude aumenta, o sistema turbo manteve a entrega de potência em níveis elevados, assegurando melhor desempenho em pistas com ar rarefeito e climas quentes.
O monomotor apresenta características operacionais que o tornaram frequente em aeroclubes e empresas de transporte privado:
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capacidade para transportar até quatro pessoas, incluindo os tripulantes
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motor com 200 hp de potência acoplado a hélice de passo variável
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trem de pouso retrátil operado por sistema eletro-hidráulico
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velocidade de cruzeiro estimada em 270 km/h
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teto de serviço que pode ultrapassar 5.000 metros de altitude
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alcance operacional de até 1.300 quilômetros com reserva técnica
Com essa autonomia de voo, o monomotor realizava rotas interestaduais sem paradas para reabastecimento. A cabine contava com instrumentação apta para voos visuais e operações por instrumentos, atendendo pilotos que buscavam progressão na carreira ou empresários em deslocamentos regionais.
Longevidade da aeronave no mercado brasileiro
Mesmo com o encerramento da produção há décadas, unidades do modelo seguem em operação regular pelo Brasil. A permanência do avião no mercado decorre da robustez estrutural da fuselagem e da grande disponibilidade de oficinas autorizadas para reparos no território nacional.
Para manter a autorização de voo junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), cada exemplar precisa passar por rigorosas vistorias anuais e trocas de componentes por tempo de uso. As causas técnicas e meteorológicas ligadas ao acidente na capital mineira passam por apuração do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
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Nota: O modelo específico da aeronave envolvida no acidente em Belo Horizonte é datado de 1988. Este artigo apresenta informações sobre o Embraer Corisco II Turbo como contexto da aviação geral brasileira.
