A nutricionista C.T. viveu momentos de terror ao ser sequestrada durante uma viagem por carro de aplicativo na última segunda-feira (21/9) em Belo Horizonte.
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De acordo com o relato feito em sua página do Instagram, ela saiu da academia e pediu um carro por aplicativo para voltar para casa. Quando o motorista apareceu e disse o nome dela, ela entrou no veículo acreditando que seria uma viagem como tantas outras que já havia feito antes.
Chegando perto do endereço de destino, o motorista mudou a rota e seguiu para outro caminho. Em seguida, um segundo homem saiu do porta-malas e a rendeu. “Ali começou o pesadelo. Eles anunciaram o assalto e me mantiveram dentro daquele carro por aproximadamente 1h20. Durante esse tempo, fui ameaçada enquanto eles acessavam meu celular, minhas informações pessoais e minhas contas bancárias. Fizeram perguntas sobre a minha vida e sobre a minha condição financeira”, conta.
Ainda de acordo com a postagem, os suspeitos afirmaram que iriam roubá-la porque ela “tinha dinheiro”. Eles levaram dinheiro e telefone da vítima. Depois de um tempo, eles abandonaram C. na margem de uma BR. Ela andou até um posto de gasolina próximo, onde conseguiu pedir ajuda.
Ao final do relato, C. faz um alerta às mulheres: “Eu ouvi o meu nome e isso me deu uma falsa sensação de segurança. Antes de entrar, parem. Confiram a placa. Confiram o modelo do carro. Confiram o motorista. Mesmo que ele saiba o seu nome”.
A vítima registrou boletim de ocorrência e o caso está sendo investigado pela Polícia Civil (PCMG).
Uber se pronuncia
Ao Estado de Minas, a Uber informou que a conta do motorista em questão foi desativada da plataforma e que a empresa está à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações.
Ao ser questionada sobre as medidas de segurança tomadas pela plataforma, a empresa afirmou que mantém um contrato com o Serpro, empresa de TI do governo Federal, para confirmar as informações cadastrais dos motoristas parceiros e de seus veículos. “Todos os parceiros cadastrados também passam por uma checagem periódica de apontamentos criminais, desde a primeira viagem”, diz a nota.
A Uber declarou que implementa algoritmos de reconhecimento facial para verificar se o motorista corresponde a um perfil ativo ou desativado. O aplicativo também solicita, aleatoriamente, selfies dos motoristas parceiros para confirmação da identidade. Aos passageiros, a empresa orienta que, antes de embarcar, os usuários confiram se as informações exibidas no aplicativo correspondem ao veículo e ao motorista que chegou ao local de partida.
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“Além disso, a Uber oferece o U-Código, recurso que permite ao usuário e ao motorista confirmar que estão na viagem correta antes do início do trajeto. Por meio da ferramenta, um código de quatro dígitos é exibido no aplicativo do usuário e deve ser informado ao motorista para que a viagem seja iniciada”, afirma a plataforma.
