Desaparecimento de parentes em crise de depressão exige ações imediatas
Saiba quais órgãos acionar no primeiro instante, como registrar o boletim sem esperar 24 horas e os cuidados essenciais com a saúde mental
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O desaparecimento de uma pessoa durante uma crise de depressão, como o recente caso da engenheira civil Cynthia Augusta Ferraz Penedo Mendes, de 42 anos, em Belo Horizonte, cujo desaparecimento mobiliza autoridades e familiares, gera angústia e muitas dúvidas sobre como agir. A rapidez nas primeiras ações é crucial e pode fazer toda a diferença no desfecho da busca, exigindo que a família saiba exatamente quais passos seguir.
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Nessas situações, a desinformação pode ser uma grande inimiga. Agir de forma organizada e acionar os canais corretos desde o primeiro momento otimiza o trabalho das autoridades e amplia o alcance da procura. Saber o que fazer pode aliviar parte do desespero e focar a energia naquilo que realmente importa: encontrar o ente querido.
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É preciso esperar 24 horas para registrar o boletim de ocorrência?
Não. A ideia de que é necessário esperar 24 horas para registrar o boletim de ocorrência de um adulto é um mito perigoso. A comunicação deve ser feita imediatamente na delegacia da Polícia Civil mais próxima, pois o registro formal dá início oficial às investigações e ativa os protocolos de busca.
O que fazer imediatamente após o desaparecimento?
Antes mesmo de ir à delegacia, a família deve reunir o máximo de informações possível. Ter em mãos uma foto recente e de boa qualidade é o primeiro passo. Além disso, é importante ter a descrição completa das roupas que a pessoa usava quando foi vista pela última vez, bem como características físicas marcantes, como tatuagens ou cicatrizes.
É fundamental refazer os últimos passos da pessoa desaparecida. Tente lembrar o último local onde ela foi vista e o horário aproximado. Contatos com amigos, colegas de trabalho e outros parentes também são essenciais para verificar se alguém teve alguma notícia ou percebeu algum comportamento diferente nos dias anteriores.
Quais órgãos e canais devem ser acionados?
Polícia Civil e Polícia Militar
O boletim de ocorrência deve ser feito na Polícia Civil, que ficará responsável pela investigação. Contudo, a Polícia Militar (PM) pode ser acionada pelo telefone 190 para rondas e buscas imediatas na região onde a pessoa foi vista pela última vez.
Hospitais e serviços de emergência
Uma busca ativa deve ser feita em hospitais, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e no Instituto Médico-Legal (IML). É importante ligar para essas instituições na cidade e em municípios vizinhos, fornecendo o nome completo e as características da pessoa.
Divulgação em redes sociais e imprensa
A divulgação da imagem e de informações básicas nas redes sociais é uma ferramenta poderosa. Utilize grupos de bairro e páginas de notícias para ampliar o alcance. Contatar veículos de imprensa também pode ajudar a dar maior visibilidade ao caso, mobilizando a comunidade.
Como cuidar da saúde mental da família?
Enquanto as buscas acontecem, é vital que os familiares cuidem da própria saúde mental. A angústia e a incerteza causam um desgaste emocional extremo. Dividir as tarefas entre os membros da família ajuda a evitar que uma única pessoa fique sobrecarregada com a responsabilidade.
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Manter uma rede de apoio com amigos e outros parentes é fundamental para suportar a pressão. O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuito e sigiloso pelo telefone 188, 24 horas por dia. Se a angústia se tornar insuportável, procurar ajuda psicológica profissional também é um passo importante para processar os sentimentos e manter a esperança de forma equilibrada durante todo o processo.