Clientes encontram agências da Caixa e do BB fechadas
Situação ocorre no primeiro dia de paralisação da categoria nesta quinta-feira (10/9) e mobiliza trabalhadores de 55 cidades mineiras, incluindo Belo Horizonte
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Clientes que procuraram agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil nesta quinta-feira (10/9) encontraram algumas unidades com as portas fechadas em Belo Horizonte e na Região Metropolitana. A situação ocorre no primeiro dia da greve por tempo indeterminado dos bancários, que mobiliza trabalhadores em 55 cidades da área de atuação do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região (Seeb/BH).
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Pela manhã, centenas de bancários se reuniram em frente à agência Século da Caixa, entre as ruas Rio de Janeiro e Carijós, no Centro de Belo Horizonte. O ato marca o primeiro dia da greve por tempo indeterminado da categoria na Grande BH.
De acordo com Ramon Silva Rocha Peres, presidente do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região (Seeb/BH), a adesão dos funcionários surpreendeu a entidade. Segundo ele, mais de 200 bancários da Caixa e do Banco do Brasil já participavam da manifestação durante a manhã e o número aumentava no início da tarde.
“Hoje aqui a gente está surpreendido, porque a adesão dos bancários da Caixa e do Banco do Brasil está enorme. A cada minuto que passa, chega mais bancário aqui”, afirmou.
A manifestação também deve definir os próximos passos do movimento. Uma nova mobilização está prevista para esta sexta-feira (11/9) e, diante da adesão à greve, a categoria avalia realizar uma passeata pelas ruas de Belo Horizonte.
“Nós vamos ficar aqui para organizar ainda mais o movimento. No dia de amanhã faremos um novo ato e, provavelmente, com esse tamanho da greve que está acontecendo, vamos fazer uma passeata nas ruas de Belo Horizonte”, disse Ramon.
Reivindicações
Entre as reivindicações dos funcionários do Banco do Brasil estão o pagamento de bônus de R$ 3 mil, a revisão do Plano de Cargos e Remuneração (PCR), o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) em até 72 horas após a assinatura do acordo, a ampliação da licença-paternidade e melhorias nos benefícios e nas condições de trabalho.
Na Caixa, um dos principais pontos de discordância envolve o Saúde Caixa. O sindicato cobra maior participação do banco no custeio e mudanças na gestão do plano.
A proposta apresentada pela Caixa prevê, entre outros pontos, reajuste pelo INPC mais 0,6% de aumento real em 2026 e 2027, além de alterações nas contribuições de aposentados, pensionistas e dependentes do plano.
O funcionamento de cada agência depende da adesão dos funcionários. Com isso, algumas unidades podem manter parte dos serviços, enquanto outras podem ter as atividades totalmente interrompidas.
O que dizem os bancos?
Antes do início da paralisação, em posicionamentos enviados à reportagem na terça-feira (8/9), a Caixa e o Banco do Brasil destacaram a continuidade das negociações com as entidades sindicais.
A Caixa informou que mantinha aberto o diálogo com as entidades representativas dos empregados e seguia empenhada na construção de uma solução para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Segundo o banco, o processo era pautado pela valorização dos empregados, pela sustentabilidade da instituição e pelo compromisso com a continuidade dos serviços prestados à sociedade.
O Banco do Brasil afirmou que participava da mesa única da Fenaban, com participação de todos os bancos, na qual são debatidas as questões gerais da categoria, incluindo o índice de reajuste. A instituição também informou que mantinha uma mesa específica com as entidades sindicais para tratar das questões relacionadas aos funcionários do BB.
Na ocasião, o BB afirmou que, para a data-base de 2026, haviam sido realizadas diversas rodadas de negociação. O banco também disse que o desdobramento das assembleias seguiria em discussão pelo setor, evidenciando o diálogo e a transparência do processo.
Com o início da greve nesta quinta-feira (10/9), a reportagem procurou novamente a Caixa e o Banco do Brasil para saber o posicionamento das instituições diante da paralisação e da adesão registrada no primeiro dia, além de questionar sobre eventuais novas propostas ou negociações com a categoria.
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Os bancos ainda não haviam apresentado, até a publicação desta reportagem, um novo posicionamento. O espaço segue aberto.