Agências do BB e da Caixa amanhecem fechadas em BH
Paralisação é por tempo indeterminado. Bancários farão ato nesta quinta em frente à agência da Caixa no Centro
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Bancários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil de Belo Horizonte e Região Metropolitana entram em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (10/9). A paralisação foi aprovada em assembleias realizadas nos dias 3 e 4 de setembro, após a categoria rejeitar as propostas apresentadas pelos bancos.
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Nesta quinta-feira, a partir das 10h, os trabalhadores também realizam um ato em frente à agência Séculos da Caixa, entre as ruas Rio de Janeiro e Carijós, no Centro. Segundo o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Belo Horizonte e Região (Seeb/BH), a expectativa é reunir mais de 1,5 mil pessoas.
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Desde a quarta-feira (9/9), já era possível encontrar agências com adesivos informando sobre o movimento. Na agência da Caixa no Bairro Cidade Nova, na Região Nordeste de Belo Horizonte, os avisos sobre a greve já estavam afixados desde ontem. A reportagem também encontrou adesivos em unidades das regiões do Barreiro e Norte da capital.
A adesão dos funcionários deve definir o funcionamento de cada unidade. Algumas agências poderão manter parte dos serviços, enquanto outras terão as atividades totalmente interrompidas.
Entre as reivindicações dos trabalhadores do Banco do Brasil estão o pagamento de bônus de R$ 3 mil, revisão do Plano de Cargos e Remuneração (PCR), pagamento da PLR em até 72 horas após a assinatura do acordo, ampliação da licença-paternidade e melhorias em benefícios e condições de trabalho.
Na Caixa, um dos principais pontos de discordância é o Saúde Caixa. O sindicato cobra maior participação do banco no custeio e melhorias na gestão do plano. A proposta prevê, entre outros pontos, reajuste pelo INPC mais 0,6% de aumento real em 2026 e 2027, além de mudanças nas contribuições de aposentados, pensionistas e dependentes do plano.
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Segundo o presidente do Seeb/BH, Ramon Silva Rocha Peres, a greve busca pressionar as duas instituições a retomarem as negociações e apresentarem novas propostas.