PATRIMÔNIO

7 de setembro: BH dá parabéns a dois símbolos da cidade; veja quais são

No dia do aniversário da Praça Sete, um olhar carinhoso também para o obelisco instalado no "coração" da capital em homenagem ao centenário da Independência do Brasil

Publicidade
Carregando...

Neste Dia da Pátria, o “coração” de Belo Horizonte faz aniversário. Em 1922, o espaço público do Centro da capital recebia o nome de Praça Sete de Setembro em homenagem ao centenário da Independência do Brasil. Também há 104 anos era lançada a pedra fundamental do famoso Pirulito, obelisco esculpido na antiga pedreira Gravatá, em Betim, que se tornou símbolo de BH.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

Bom saber que, originalmente, a Praça Sete, como ficou conhecida, se chamava 14 de Outubro numa referência à data de criação da Comissão de Estudos das Localidades Indicadas para a Nova Capital.

Ponto de manifestações, campanhas, protestos e outras ações públicas e políticas ao longo do tempo, o Pirulito só foi inaugurado em 1924, partindo a ideia de sua criação do então presidente de Minas (na época, não se falava governador), Raul Soares. Hoje, quem passa na Região Central pode nem imaginar as idas e vindas da peça que teve uma história inusitada conforme noticiou o extinto “Diário da Tarde” na série de reportagens “A doce guerra do Pirulito”, publicada em 1976. Inconformadas com o esquecimento ao qual o monumento estava relegado em BH, autoridades de Betim chegaram a pedi-lo de volta. Felizmente, a proposta não foi adiante.

No início da década de 1920, quando Betim se chamava Capela Nova de Betim, o Pirulito foi projetado pelo arquiteto Antônio Rego com execução, numa pedreira do município, pela empresa do engenheiro Antônio Gonçalves Gravatá, Com 13,57 metros de altura, o obelisco teve uma trajetória atribulada. Devido às proporções da peça de cantaria, dividida em blocos, foi necessária a construção de um trecho ferroviário específico para o transporte.

Mas novos capítulos viriam nessa história. Em 1962, o prefeito de BH, Amintas de Barros determinou a retirada do Pirulito para deixá-lo abandonado num lote ao lado do atual Museu Histórico Abílio Barreto, no Bairro Cidade Jardim.

E hoje o obelisco faz parte de um dos principais cartões postais de Belo Horizonte: a Praça Sete de Setembro
E hoje o obelisco faz parte de um dos principais cartões postais de Belo Horizonte: a Praça Sete de Setembro Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press

MOBILIZAÇÃO POPULAR

No ano seguinte, foi a vez de a Praça Diogo de Vasconcelos, na Savassi, receber o Pirulito até que, 17 anos depois, em 1980, após grande mobilização popular e reivindicação, retornou ao ponto de origem.

Com as medidas de proteção, tudo indica que terá vida longa na Praça Sete. Em 1977, foi tombado pelo Iepha-MG como monumento comemorativo do Centenário da Independência do Brasil. Já em 1994, o Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de BH tombou o Conjunto Urbano da Avenida Afonso Pena, incluindo a Praça Sete.

TAMANHO ORIGINAL

Denominado Pirulito devido ao seu formato, o monumento tem uma base clássica em forma de pirâmide e mostra uma placa de bronze do escultor João Amadeu Mucchiut, com a inscrição comemorativa. É formado por uma agulha de 7 metros de altura apoiada sobre pedestal quadrangular ornamentado por um poste em cada uma de suas arestas. Só o pedestal tem 28 peças de cantaria.

Em 1997, foi restaurado retomando seu tamanho natural de 13,57m, pois, nos anos 1960, quando foi retirado da Praça Sete, teve 8 centímetros de ponta quebrados, sendo usado na recuperação do granito cinza de Sabará. A Prefeitura de Belo Horizonte informa que os serviços de limpeza e manutenção do Pirulito são feitos pela Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), em geral, a cada 30-40 dias. A frequência pode ser ajustada conforme necessidades de conservação do monumento e condições de exposição do bem.

Gustavo Werneck/EM/D.A Press


NA TERRA DO BEATO PADRE EUSTÁQUIO...

Nas homenagens a Padre Eustáquio, um registro histórico com todos seus familiares (foto). Em 30 de agosto, dia em que os católicos brasileiros, especialmente em BH, festejaram a data consagrada ao beato holandês, bem distante daqui, nos Países Baixos, os parentes dele se reuniram, em missa e confraternização, para reverenciar a memória do religioso (1890-1943) nascido em Aarle-Rixtel. A celebração eucarística ocorreu na Igreja São Servácio, em Lieshout, pertencente à Paróquia Padre Eustáquio. Entre os presentes, os sobrinhos Will van den Boomen e Jan van den Boomen, muito conhecidos dos belo-horizontinos, pois sempre visitam o Santuário Arquidiocesano da Saúde e da Paz (Igreja Padre Eustáquio), administrado pelos padres da bicentenária Congregação dos Sagrados Corações.


...HOMENAGEM DE TODOS OS PARENTES

O retrato da família de Padre Eustáquio me trouxe boas lembranças ao colunista. Em 2023, trabalhando numa reportagem especial, aqui do EM, sobre os 80 anos da morte do religioso holandês – ele viveu quase duas décadas no Brasil, sendo um ano e quatro meses em BH, onde está sepultado – tive oportunidade de conhecer a casa onde o beato nasceu e, num dia festivo, conversar com muitos dos seus parentes. A peregrinação, com 26 pessoas de BH e Patrocínio, na Região do Alto Paranaíba, teve à frente o responsável pela Causa de Canonização, padre Vinícius Maciel. A viagem contemplou ainda as cidades belgas de Lovaina e Tremelo, onde Padre Eustáquio fez o noviciado.

Gustavo Werneck/EM/D.A Press

GOSTEI DO QUE VI

Está em cartaz na sede do Iepha-MG (Prédio Verde), na Praça da Liberdade, em BH, a exposição “Sondar - Aquilo que está faltando ainda importa”, promovida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), via Plataforma Semente, e mais Observatório Lei.A e Iepha. A iniciativa apresenta, em forma virtual, cartazes e reprodução de algumas peças, o Sistema de Bens Culturais Desaparecidos (Sondar), destacando a preservação e o papel fundamental da comunidade na identificação e recuperação desse valioso patrimônio. Entre os bens mineiros procurados, estão imagens, altares e os “tesouros” do Triunfo Eucarístico, grande festa realizada em Vila Rica, atual Ouro Preto, em 1733. Dezessete peças do Triunfo Eucarístico foram roubadas da Basílica Nossa Senhora do Pilar em 2 de setembro de 1973. Aberta de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Para mais informações, acesse sondar.mpmg.mp.br.

DANOS AO PATRIMÔNIO 1

Até quando teremos esse tipo de desrespeito? Diante dos danos causados aos patrimônios cultural e ambiental de Corinto, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação para garantir reparação integral. No foco, estão a demolição irregular de estruturas históricas e posterior contaminação do solo no antigo Depósito da Central, que integra o Complexo Ferroviário do município e é protegido nacionalmente como sítio arqueológico. Na ação civil pública, o MPF pede que a concessionária responsável pelos danos seja condenada a fazer limpeza técnica e remoção dos resíduos tóxicos da área degradada. A instituição pede ainda o pagamento de indenização por estragos materiais causados ao meio ambiente, patrimônio cultural e danos morais coletivos. Os valores devem ser destinados prioritariamente à recuperação do patrimônio histórico ferroviário de Corinto e a projetos culturais e ambientais no município.


DANOS AO PATRIMÔNIO 2

Conforme a ação ajuizada pelo MPF, o local afetado faz parte do Complexo Ferroviário de Corinto, e suas estruturas principais integram a antiga Estrada de Ferro Central do Brasil, que teve sua estação inaugurada há 120 anos, em 15 de março de 1906. O espaço foi implantado como ponto estratégico de convergência de quatro ramais ferroviários fundamentais à interiorização do desenvolvimento brasileiro. O conjunto, que inclui o setor chamado Depósito da Central, funcionou durante décadas como “hub” (ponto de conexão) essencial ao transporte de passageiros e cargas no sertão mineiro, recebendo assim o título de “Portal do Sertão”. Toda a área é tombada pelo município e se encontra cadastrada no Iphan como sítio arqueológico histórico protegido por lei federal.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

DILEMAS DO MUNDO

Com prefácio da historiadora Mary Del Priore, chega às livrarias “Supremos dilemas” (Editora Nova Fronteira), de Anderson Schreiber, professor titular de direito civil da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e professor da FGV Direito Rio. Reunindo 11 casos reais que chegaram às cortes superiores de diferentes países, a obra desafia o leitor a assumir o papel dos magistrados responsáveis por decidir causas que colocam em xeque valores igualmente importantes. Ao longo de cada capítulo do livro escrito em linguagem acessível e longe do “juridiquês”, o autor mostra que muitos dos principais debates contemporâneos surgem do conflito entre direitos e princípios igualmente legítimos, e não da oposição entre certo e errado.

Tópicos relacionados:

centenario historia mundo

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay