Dois irmãos, de 18 e 21 anos, suspeitos de matar o próprio pai, de 43, no Bairro Capitão Eduardo, na Região Nordeste de Belo Horizonte, foram ouvidos pela Polícia Civil (PCMG) e liberados após o depoimento.
O caso ocorreu na madrugada do último sábado (8/8) depois que o homem teria chegado em casa alterado, agredido e ameaçado de morte a companheira, segundo relatos registrados pela Polícia Militar (PMMG). A investigação continua para esclarecer a dinâmica e a motivação do crime.
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De acordo com a Polícia Civil (PCMG), os dois jovens foram ouvidos na 2ª Central Estadual do Plantão Digital e, em seguida, liberados. O caso é investigado pelo Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com o objetivo de elucidar a motivação e a dinâmica dos fatos.
A reportagem procurou a PCMG para conversar com o delegado responsável pelo caso e esclarecer os motivos pelos quais os irmãos não foram presos após os depoimentos. Até a publicação desta reportagem, a corporação não havia respondido. O espaço segue aberto.
Briga começou após o pai chegar em casa alterado
A PM foi acionada por volta das 4h20 para atender a uma ocorrência de briga na Rua Eucalipto. A informação inicial era de que os envolvidos estavam exaltados e que uma pessoa estaria gravemente ferida.
No local, os militares encontraram o pai morto em um matagal na área externa da residência. A vítima apresentava sinais de luta corporal, marcas no pescoço e estava com os braços amarrados por uma corda.
De acordo com o relato do filho mais novo, o pai teria chegado em casa bastante alterado e começado a agredir a mãe. O jovem afirmou que entrou em luta corporal com o homem para tentar defendê-la.
Durante a briga, o rapaz teria pegado uma enxada e tentado atingir o pai. Segundo a versão apresentada à polícia, o homem conseguiu se esquivar, tomou a ferramenta e passou a atacar o filho.
O irmão mais velho teria chegado durante a confusão e aplicado um golpe conhecido como “mata-leão” no pai para defender o irmão. Ainda conforme o relato, depois de algum tempo o homem parou de se mexer.
Corpo foi levado para matagal
Após perceberem que o pai não apresentava mais reação, os irmãos teriam usado uma corda para amarrar as mãos dele. Na sequência, levaram o corpo para um matagal na parte externa da casa.
A mãe relatou à PM que o companheiro tinha histórico de comportamento agressivo e costumava provocar conflitos familiares. Segundo ela, no dia do crime, o homem teria ido até um evento do qual ela participava, mas não a encontrou.
Ainda conforme o depoimento, ele voltou para casa alterado, passou a procurá-la e teria começado a agredi-la e ameaçá-la de morte. Quando o filho entrou em confronto com o pai, a mulher se trancou em um quarto e não acompanhou toda a briga.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado e constatou a morte no local. A perícia da Polícia Civil realizou os primeiros levantamentos na cena e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette (IMLAR).
Os irmãos recusaram atendimento médico e foram conduzidos à 2ª Central Estadual de Plantão Digital. Agora, a investigação do DHPP deverá avançar para esclarecer as circunstâncias da morte e a responsabilidade de cada envolvido.
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*Estagiária sob supervisão do subeditor Gabriel Felice
