O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte (BH), divulgou nota sobre a prisão da vereadora Carla Nicolau de Oliveira Ferreira (Cidadania), conhecida como Carla da Pizzaria, na última sexta-feira (3/7), suspeita de ser a mandante do homicídio do servidor Claudinei Pereira Nunes, na véspera do Natal de 2025.
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A entidade considera graves os desdobramentos das investigações que apontam o envolvimento de um membro do Poder Legislativo local como mandante do assassinato do servidor público e fiscal de obras.
“A perda de um colega em exercício ou em decorrência de suas funções é uma chaga irreparável para toda categoria. O ataque contra um servidor público, encarregado de zelar pela ordem municipal e pela legalidade, representa um atentado inaceitável contra a estrutura do Estado Democrático de Direito e contra a segurança de todos os trabalhadores que dedicam as suas vidas ao serviço da sociedade”, destacou em nota.
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O órgão cobra que sejam feitas investigações com celeridade e rigor para que todos os responsáveis pelo crime sejam punidos de modo exemplar. “Que a Câmara Municipal de Esmeraldas, assim que formalmente notificada, não se esquive de suas responsabilidades éticas e regimentais, instaurando imediatamente os procedimentos cabíveis para a apuração da quebra de decoro parlamentar”.
Entramos em contato com a Câmara Municipal, mas não obtivemos retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para possíveis esclarecimentos.
A defesa da vereadora Carla da Pizzaria foi contatada, mas não recebemos o retorno até o lançamento da matéria. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
Prisão
Carla Nicolau de Oliveira Ferreira (Cidadania), conhecida como Carla da Pizzaria, foi presa na última sexta em decorrência de investigações da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). As apurações do órgão indicaram que ela é suspeita de ser uma das mandantes do assassinato do servidor Claudinei Pereira Nunes.
O funcionário foi morto enquanto fazia compras com a família na véspera do Natal. Ele estava com a esposa e os três filhos no veículo quando foi executado, no Bairro Quintas São José.
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A PCMG indicou que as apurações mostraram que a vereadora está entre os investigados apontados como mandantes do homicídio, tendo sido presa durante a operação. Essa organização mantinha um chamado "tribunal do crime", utilizado para julgar e executar vítimas conforme interesses do grupo.
