A missa de sétimo dia de Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos, e Cláudio Atala Inácio, de 75, será celebrada neste sábado (4/7), às 19h, na Matriz de São Sebastião, em Itabirito, na Região Central do estado. Familiares e amigos são esperados na celebração religiosa em homenagem às vítimas.
O casal foi morto dentro do apartamento onde morava, no Bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, confessou o crime à Polícia Civil. Segundo as investigações, ela utilizou uma faca de caça para matar as duas vítimas durante um roubo no imóvel.
A informação consta na mesma decisão que converteu a prisão em flagrante da suspeita em preventiva, ao qual o Estado de Minas teve acesso. A determinação foi dada nessa sexta-feira (3/7), em audiência de custódia.
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As vítimas foram encontradas mortas pelo filho do casal, após horas de tentativas frustradas de contato por telefone. O filho teria estranhado a ausência dos pais no ambiente de trabalho. Conforme as investigações preliminares da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), não havia sinais de arrombamento no imóvel, visto que o acesso dependia de senha no elevador ou da liberação direta dos moradores. Paola tinha ido trabalhar no local como diarista. Ela conseguiu o emprego por indicação de um primo das vítimas.
Segundo a decisão do Tribunal de Justiça (TJMG), os laudos periciais toxicológicos comprovaram que Paola dopou as vítimas com uma alta dose de medicamento colocado em um suco. A substância retirou qualquer capacidade de resistência ou defesa dos idosos antes de serem atacados.
Com o casal indefeso, a diarista utilizou uma faca de caça para desferir 24 golpes contra a dupla. Maria Clotilde foi assassinada na sala com cerca de sete facadas que atingiram sua garganta, queixo, tórax, pescoço e pelve. Já o esposo recebeu ao menos 17 facadas distribuídas principalmente nas costas, no pescoço e no abdômen, sendo o corpo localizado sobre a cama do quarto. O número consta na decisão do TJMG dessa sexta, embora na quarta (1/7), quando a suspeita foi presa, a polícia tenha dito que houve 40 golpes de faca no homem e 14 facadas na esposa.
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Após o ataque, ainda conforme a decisão, a investigada arrombou uma gaveta de semijoias e subtraiu os aparelhos celulares do casal — um iPhone 16 Pro Max e um iPhone 15 Pro Max.
Câmeras de monitoramento do condomínio registraram que Paola entrou no prédio às 7h30 portando apenas uma bolsa e saiu por volta das 15h30, utilizando roupas diferentes das que vestia ao chegar. Na saída, ela carregava de duas grandes sacolas, uma das quais foi identificada pelo filho das vítimas como pertencente à sua mãe.
A faca de caça usada nos assassinatos, os valores e as vestimentas com resquícios de sangue foram posteriormente apreendidos pelas equipes policiais. Paola foi presa em flagrante em um quarto de hotel em Itabira, na Região Central do estado, na noite de 1º de julho. Ao ser abordada, Paola confessou o crime, alegando que estava em meio a um "surto psicótico".
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Com a conversão para a prisão preventiva, a mulher permanecerá detida em sistema prisional, onde foi determinada a coleta de seu perfil genético por se tratar de crime hediondo. A reportagem solicitou um posicionamento ao advogado de defesa, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.
