O advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, foram encontrados mortos, nessa terça-feira (30/6), no apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Formado em Direito pela PUC Minas, Cláudio fundou, em janeiro de 1995, um escritório de advocacia na Avenida do Contorno. Ao longo dos anos, a banca consolidou atuação em Minas Gerais e, mais recentemente, passou a se chamar Atala Inácio & Advogados Associados. Desde 2017, o escritório funciona no bairro Lourdes.
Na apresentação institucional da empresa, o advogado descrevia o escritório como um dos mais respeitados de Minas Gerais. Nas redes sociais, clientes, colegas e conhecidos lamentaram a morte do casal. Diversas mensagens destacam Cláudio como um profissional competente, educado, atencioso e sempre bem-humorado. Pessoas próximas também relataram que ele e a esposa eram apaixonados por viagens e costumavam conhecer diferentes países.
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Relembre o caso
Os corpos de Cláudio e Maria Clotilde foram encontrados nessa terça-feira (30/6) dentro do apartamento do casal, localizado na Rua Padre Severino. Segundo informações preliminares, ambos apresentavam ferimentos provocados por facadas, principalmente na região do tórax.
Ao Estado de Minas, o sobrinho das vítimas, Henrique Maciel, afirmou que a tia foi encontrada na sala e o tio, no quarto. "O corpo da minha tia estava na sala, e o do meu tio, no quarto. Os dois foram esfaqueados. Muitas facadas pelo corpo", relatou.
O último contato da família com o casal ocorreu na segunda-feira (29/6), o que leva os investigadores a acreditar que o crime tenha sido cometido naquele dia. Os corpos foram encontrados por um dos filhos do casal, que estranhou a ausência do pai no escritório de advocacia onde ambos trabalhavam e decidiu ir até o apartamento.
De acordo com a Polícia Militar, não havia sinais aparentes de arrombamento, mas alguns objetos teriam desaparecido do imóvel. As imagens das câmeras de segurança do edifício serão analisadas para auxiliar na investigação.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), que apura a causa da morte do casal, informou que a perícia e policiais estiveram no local para coletar vestígios que poderão ajudar nas investigações.
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Segundo a PCMG, os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML), onde foram submetidos a exames, e, logo depois, liberados aos familiares. Em nota, a instituição afirmou que não descarta nenhuma linha investigativa e que nenhum suspeito foi conduzido à delegacia.
