CENTRO-OESTE DE MINAS

Frigorífico recebe multa do Procon por vender carne imprópria para consumo

Fiscais constataram que empresa colocou no mercado produtos em desacordo com normas de fabricação, distribuição ou apresentação

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A empresa Bonoboi Alimentos Ltda., de Formiga, no Centro-Oeste de Minas, recebeu uma multa no valor de R$ 35.063,26 do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), vinculado ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Durante uma ação, os fiscais constataram que o frigorífico colocou no mercado produtos cárneos em desacordo com as normas de fabricação, distribuição ou apresentação.

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A fiscalização foi realizada de maneira conjunta entre o Procon, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e médicos-veterinários. O Procon afirma que propôs a assinatura de um Termo de Transação Administrativa, mas que a empresa não teria manifestado interesse em firmar tal acordo.

Por sua vez, o frigorífico alegou que os produtos estavam identificados e seriam destinados ao descarte, não à comercialização. Contudo, o MPMG, por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Formiga, rejeitou o argumento, ressaltando que a legislação de proteção ao consumidor abrange toda a cadeia de produção, armazenamento, acondicionamento e disponibilização de produtos destinados ao mercado de consumo.

A decisão ressalta que produtos impróprios para o consumo humano devem permanecer rigorosamente segregados, identificados e submetidos a procedimentos formais e inequívocos de inutilização ou descarte, de forma a eliminar qualquer possibilidade de reintrodução no mercado de consumo.

Outro lado

Por meio de uma nota divulgada nas redes sociais, a Bonoboi Alimentos Ltda. declarou que o procedimento administrativo ainda não transitou em julgado e, por isso, não poderia ser apresentado à opinião pública pelo MPMG como condenação definitiva.

A empresa também alega que as informações divulgadas pelo MPMG são antigas e que a própria defesa questionou a integridade das provas digitais apresentadas pela investigação, entre as quais um HD externo. Tais inconsistências, ainda segundo o frigorífico, foram submetidas à Justiça. Confira a nota na íntegra:

"A Bonoboi, com fundamento na Lei nº 13.188/2015, que assegura o direito de resposta ou retificação proporcional ao agravo, vem a Público prestar esclarecimentos em razão de recentes publicações que voltaram a divulgar fatos antigos, ainda controvertidos e sem desfecho definitivo.

As matérias veiculadas não refletem, com a necessária fidelidade, o atual estágio das discussões administrativas e judiciais. O procedimento administrativo mencionado ainda não transitou em julgado, razão pela qual não pode ser apresentado à opinião pública como condenação definitiva, reconhecimento irreversível de irregularidade ou prova acabada contra a empresa.

No Processo Criminal em curso na Comarca de Formiga/MG, a Defesa apresentou questionamentos técnicos sérios sobre a prova digital utilizada na investigação, especialmente quanto ao chamado HD externo. Tais questionamentos foram formalizados por meio de manifestação técnica e Parecer Especializado, que apontaram inconsistências relevantes quanto à integridade, rastreabilidade, auditabilidade e confiabilidade do material digital. Essas questões estão submetidas ao Poder Judiciário e deverão ser apreciadas no momento processual próprio.

A Bonoboi reafirma que sempre atuou dentro das melhores práticas de mercado, com responsabilidade, transparência, boa-fé e respeito às normas aplicáveis ao seu ramo de atividade. Também reafirma seu respeito às instituições, ao Ministério Público, ao Poder Judiciário e à liberdade de Imprensa. Todavia, liberdade de informação exige equilíbrio, contexto e responsabilidade, especialmente quando se trata de fatos ainda pendentes de decisão definitiva.

A divulgação de notícias antigas, sem a devida atualização sobre o estágio atual dos procedimentos e sem referência às impugnações técnicas apresentadas pela Defesa, pode gerar indevida distorção da realidade e antecipar, perante a opinião pública, conclusões que pertencem exclusivamente às autoridades competentes.

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Por isso, a BONOBOI solicita que o presente esclarecimento seja publicado com o mesmo destaque, alcance e visibilidade conferidos às publicações anteriores, em respeito ao direito de resposta, ao devido processo legal, à presunção de inocência, à verdade dos fatos e à reputação de uma empresa que construiu sua trajetória com trabalho, seriedade e compromisso com o mercado.

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