Atingidos pela Linha 2 do metrô de BH protestam e cobram indenizações
Manifestação reuniu cerca de 50 pessoas nesta sexta-feira (3/7); famílias denunciam impactos causados pelos trabalhos de expansão do sistema
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Cerca de 50 moradores participaram, na manhã desta sexta-feira (3/7), de uma manifestação para cobrar a inclusão de famílias nos processos de indenização relacionados às obras da Linha 2 do metrô de Belo Horizonte. O protesto foi realizado em meio ao avanço do projeto de expansão do sistema e ocorreu no mesmo dia em que a cidade inaugurou as primeiras estações do novo ramal.
Os manifestantes também denunciaram problemas de segurança no entorno dos canteiros de obras e alegaram que moradores têm sido prejudicados pelas intervenções.
Segundo Poliane Cristina, ativista e representante das famílias atingidas pelo empreendimento, a principal reivindicação é que moradores que ficaram fora dos acordos firmados anteriormente sejam reconhecidos e incluídos no processo de desapropriação.
De acordo com ela, as negociações tiveram início há cerca de um ano, quando moradores da região entre Nova Suíça e Barreiro passaram a se mobilizar diante das remoções necessárias para a implantação da nova linha. A organização das famílias resultou em uma mesa de negociação mediada por órgãos públicos.
“Nós conseguimos avançar bastante na discussão. As famílias saíram de uma proposta de indenização de R$ 40 mil para um acordo de R$ 105 mil. Mas, durante o levantamento das moradias, algumas casas acabaram ficando sem identificação e essas famílias não foram incluídas no processo”, afirma.
Segundo Poliane, representantes do Metrô BH e da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra) teriam se comprometido a reavaliar esses casos após a apresentação de documentos que comprovassem a residência e a permanência das famílias nos imóveis. No entanto, ela afirma que a situação permanece sem solução.
“Foi pedido que as famílias enviassem novamente toda a documentação. Isso foi feito, mas até hoje não tivemos resposta”, relata.
A representante dos moradores também acusa o poder público e a concessionária de terem promovido demolições antes da conclusão das discussões jurídicas envolvendo parte dos imóveis.
Segundo ela, uma operação realizada há cerca de um mês resultou na derrubada de sete residências. As famílias afetadas teriam acionado a Defensoria Pública para contestar a medida.
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“Nós entendemos que as obras precisam acontecer e queremos que elas avancem. O que pedimos é que os direitos das famílias sejam respeitados e que os casos pendentes sejam resolvidos antes de novas remoções”, diz.
Além da questão habitacional, os manifestantes denunciaram problemas relacionados à segurança nas áreas impactadas pelas obras. De acordo com Poliane, moradores relatam acidentes frequentes próximos aos trechos em intervenção, além da circulação de máquinas pesadas em regiões residenciais.
Ela também afirma que a ausência de cercamentos em alguns pontos e a existência de imóveis desocupados têm aumentado a sensação de insegurança na vizinhança.
“As casas vazias acabam sendo invadidas e a população, que permanece na região, fica mais vulnerável. Também estamos cobrando medidas para evitar acidentes e melhorar a sinalização das obras”, afirma.
Os moradores defendem que a expansão do metrô seja concluída, mas cobram maior diálogo com as comunidades atingidas. Segundo a ativista, a população não tem recebido informações detalhadas sobre o cronograma das intervenções e a localização definitiva de algumas estações.
“A chegada do metrô é um avanço para Belo Horizonte e para os bairros da região. Mas as pessoas precisam ser informadas e participar desse processo. Falta transparência e respeito com quem vive nesses locais”, afirma.
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Entre as demandas apresentadas pelos manifestantes estão a inclusão das famílias que alegam ter sido excluídas dos acordos, a adoção de medidas de segurança para reduzir acidentes nas áreas de obra e a ampliação do diálogo entre concessionária, governo estadual e comunidades afetadas.