MOBILIDADE URBANA

Rodoanel: verba pode ir para ampliação do metrô, reitera Simões

Governador de Minas volta a dizer que pode retirar recursos da obra caso impasse judicial não seja resolvido até o meio do ano

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O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), frisou novamente que deve redestinar os recursos previstos para a construção do Rodoanel da Região Metropolitana de Belo Horizonte para a ampliação do metrô da capital, caso o impasse judicial envolvendo o empreendimento não seja resolvido até o meio do ano. A declaração foi dada durante a inauguração das estações Nova Suíça e Amazonas, nesta sexta-feira (3/7).

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“Estamos atuando no Judiciário para tentar fazer caminhar o projeto do Rodoanel. O uso do dinheiro é prioritário para o Rodoanel porque foi o projeto escolhido por todos nós lá atrás. Mas acho que já há um consenso entre os compromitentes de que esse dinheiro não pode ficar mais tempo parado”, declarou.

De acordo com o chefe do Executivo estadual, se a Justiça Federal não julgar o processo nas próximas semanas, ou se o resultado do julgamento não for favorável à construção do Rodoanel, o governo tentará transferir o recurso para o metrô. Na avaliação de Simões, não se pode deixar o recurso, no valor de R$ 5 bilhões, parado.

Questão de mobilidade

Em maio, o governador já havia falado sobre o assunto no programa "EM Minas", da TV Alterosa, em parceria com o Estado de Minas. Na ocasião, ele dividiu os desafios em três frentes: as rodovias estaduais, as estradas federais e o trânsito em Belo Horizonte. Segundo ele, o governo estadual já recuperou 6 mil quilômetros de rodovias entre os 9 mil quilômetros considerados em situação crítica de trafegabilidade, mas ainda restam 3 mil que precisam de investimentos.

Simões também criticou a situação das rodovias federais que cortam Minas Gerais, citando as BRs 040, 381, 251 e 116. De acordo com ele, o governo federal tem sido “muito deficitário” nos investimentos nessas vias e afirmou esperar que as novas concessões avancem com as obras previstas. Sobre Belo Horizonte, o governador apontou o Anel Rodoviário como um dos principais problemas de mobilidade da capital e voltou a defender a construção do Rodoanel como solução para retirar o tráfego pesado da região urbana.

Na sequência, o governador disse que poderá rever a destinação dos recursos caso a obra continue travada judicialmente. “Espero que a Justiça Federal libere essa obra até o meio do ano. Se isso não acontecer, vou começar a propor que a gente redestine esse dinheiro, que é do desastre de Brumadinho, para, por exemplo, a ampliação do metrô”, argumentou à época.

Simões também critica as exigências de consultas relacionadas às comunidades quilombolas impactadas pelo projeto. “Não tem cabimento a gente ficar esperando porque tem que ficar fazendo consulta a não sei quantos mil quilombolas”, completou.

Imbróglio

Simões se refere às ações judiciais que travam o início das obras do Rodoanel, em especial a uma consulta prévia às comunidades quilombolas que seriam afetadas pelo traçado da rodovia, enquanto a outra seria para definir quais comunidades devem ser consultadas.

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A Federação Quilombola diz que há mais de 130 povos que devem ser ouvidos. O governador diz acreditar que essa é uma tentativa de inviabilizar as consultas e, consequentemente, as obras do Rodoanel.

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