LATROCÍNIO

'Cena foi grotesca, muito sangue pela casa', diz PCMG sobre morte de casal

Investigadores identificaram suspeita de assassinar idosos dentro de apartamento na Região Centro-Sul de Belo Horizonte e, agora, estão à caça dela

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"A cena foi grotesca, muito sangue pela casa afora; foi de uma extrema barbárie e violência a forma como os dois idosos foram assassinados." Assim classificou o delegado Felipe Freitas, chefe do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri) da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), o assassinato de um casal dentro do apartamento em que viviam no Bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A fala foi dita durante entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (1/7). O casal foi morto na segunda-feira (29/6).

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As vítimas são o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a mulher dele, a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos. De acordo com o delegado, a cena do assassinato demonstra "o quão intencionada essa autora estava em ceifar a vida dos dois, para poder praticar a subtração".

O crime é tratado pela PCMG como latrocínio, quando um indivíduo mata a vítima para roubá-la. Os investigadores afirmam já ter identificado a suspeita e, agora, procuram por ela: um mandado de prisão preventiva já foi solicitado à Justiça. 

A identidade da suspeita não foi revelada pela PCMG, mas ela estaria trabalhando para as vítimas como diarista: era a primeira vez que a mulher realizava faxina no apartamento dos dois idosos. Imagens de câmeras de vigilância do edifício mostram a chegada da prestadora de serviço por volta das 7h30 e, depois, a saída dela, já à tarde. Quando deixou o residencial, ela usava uma roupa diferente de quando entrou no imóvel: as vestimentas pertenciam à idosa, assassinada pouco antes.

Nesta quarta-feira, a PCMG localizou a roupa que a diarista trajava quando chegou ao edifício, manchada de sangue, o que indica o uso no momento do crime, além de uma sacola e de caixas de relógios que eram de propriedade das vítimas. Veja o vídeo:

Esses objetos estavam em uma caçamba de entulho posicionada nas proximidades do imóvel e foram descartados pela própria suspeita. Em seguida, ela entrou em um carro, estacionado bem em frente, e deixou o local. Todas essas cenas também foram registradas por câmeras de monitoramento. 

Os investigadores ainda localizaram, também nesta quarta-feira, os celulares dos dois idosos. Eles estavam em um lote vago em Vespasiano, na Grande BH, enrolados em papel-alumínio, para dificultar o rastreamento. A hipótese levantada pela PCMG é que os dois aparelhos teriam sido adquiridos por um receptador que, ao se dar conta da repercussão causada pelo crime, decidiu descartá-los.

Tais objetos, assim como outros pertences das vítimas, como joias e relógios, teriam sido negociados pela suspeita no Hipercentro de Belo Horizonte, logo após o latrocínio. A corporação informou que está apurando o destino desses bens.  

Depois de sair da cena do crime e de vender os objetos do casal de idosos, a mulher teria passado na própria casa, buscado o filho, de 6 anos, e fugido. A PCMG já questionou familiares, que afirmaram que ela teria uma dívida de aproximadamente R$ 40 mil com um agiota e teria comentado que "fez uma besteira". Uma hipótese é que mãe e filho teriam ido para o Espírito Santo, mas a investigação ainda apura todas essas informações. 

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*Estagiário sob supervisão da subeditora Regina Werneck

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