'CERCO FECHADO'

Operação contra facções supera mil prisões em um mês em Minas

Segundo o governo estadual, as operações são concentradas em áreas consideradas estratégicas para o combate às facções, com foco na desarticulação de lideranças

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A Operação Cerco Fechado, considerada pelo governo de Minas a maior ofensiva já realizada no estado contra facções criminosas, resultou em 1.085 prisões durante o primeiro mês de ações. O balanço foi apresentado pelo governador Mateus Simões, nesta quarta-feira (1º/7), em coletiva à imprensa no Palácio da Liberdade, no Bairro Funcionários, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. 

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Lançada no início de junho, a operação já aconteceu em oito cidades: Belo Horizonte, Juiz de Fora e Manhuaçu, na Zona da Mara mineira; Araguari, Uberaba e Uberlândia, no Triângulo Mineiro; Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri; e Montes Claros, no Norte de Minas.

Participam da ação a Polícia Militar (PM), Polícia Civil (PC), Polícia Penal, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF). O objetivo é enfraquecer a atuação das organizações criminosas por meio de prisões, apreensões e ações de inteligência.

Entre os resultados de destaque estão as prisões de seis indivíduos ligados a organizações criminosas e que eram procurados por crimes como homicídio, tráfico de drogas, feminicídio, incêndio criminoso e crimes sexuais. Foram apreendidas 11,823 toneladas de drogas. As ações também resultaram na apreensão de 100 adolescentes, 131 armas de fogo, 2.415 munições e 95 armas brancas e simulacros.

Segundo o governo estadual, as operações são concentradas em áreas consideradas estratégicas para o combate às facções, com foco na desarticulação de lideranças criminosas, na interrupção das atividades ligadas ao tráfico e na descapitalização financeira desses grupos. A mobilização envolve cerca de 3 mil agentes de segurança e não tem prazo para ser encerrada.

“Uma operação desse tamanho, passando já por mais de 30 comunidades diferentes, em oito cidades, a gente não teve nenhum policial ferido. E isso temos que comemorar. Como a gente sempre diz, a operação não tem data para terminar. Lembrando que tanto o PCC (Primeiro Comando da Capital) quanto o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando Puro (TCP) foram afetados por essa ação até aqui”, disse o governador.

Belo Horizonte

Na capital, a Operação Cerco Fechado bateu ponto nos aglomerados Cabana do Pai Tomás e Ventosa, ambos na Região Oeste da capital, para o cumprimento de mandados de prisão, busca e apreensão contra alvos ligados a facções criminosas e investigados por envolvimento com o tráfico de drogas e pela prática conhecida como “governança criminal”, caracterizada pela tentativa de domínio territorial. 

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A operação contou com a participação de 103 policiais militares, 190 policiais civis e 14 policiais penais. Além de 73 viaturas, um helicóptero e dois cães deram apoio às ações. Duas pessoas foram presas e 35 mandados de busca e apreensão expedidos, resultando na apreensão de porções de cocaína, crack e maconha.

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