CONDENADO

Homem que matou e ocultou corpo em cisterna é condenado a 20 anos em BH

Gilmar Pereira Calmos foi sentenciado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver; ele confessou o crime durante o julgamento

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Gilmar Pereira Calmos, acusado de matar Magna Laurinda Ferreira Pimentel e esconder o corpo da vítima em uma cisterna, foi condenado a 20 anos de prisão em regime fechado pelo Tribunal do Júri nessa terça-feira (30/6).

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A pena foi fixada em 19 anos pelo crime de homicídio qualificado e um ano por ocultação de cadáver. A Justiça também negou ao réu o direito de recorrer em liberdade e manteve a prisão preventiva. Ainda não há data para o julgamento dos demais denunciados.

Relembre o caso

Magna Laurinda Ferreira Pimentel, de 42 anos, desapareceu em 23 de agosto de 2024, após visitar o pai, no Bairro Candelária, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte. Quatro dias depois, o corpo dela foi encontrado dentro de uma cisterna na residência do pai.

Na ocasião, a madrasta da vítima, Marluce Pereira dos Santos, e quatro de seus filhos: Gilmar Pereira Calmos, Paloma Ferreira de Jesus, Junio Pereira de Jesus e Paola Pereira de Jesus, foram presos em flagrante. Posteriormente, a prisão foi convertida em preventiva.

Segundo as investigações, o homicídio teria sido motivado por desavenças financeiras. A madrasta da vítima teria feito um empréstimo de R$ 40 mil em nome do marido e utilizado o dinheiro em jogos de apostas, celulares e outros bens. Ao descobrir o desvio, Magna teria exigido a devolução do valor.

A Polícia Civil apurou que a vítima foi atraída até a residência sob o pretexto de receber o dinheiro. No imóvel, ela teria sido atacada e morta. O corpo foi colocado em uma cisterna, que posteriormente foi lacrada com cimento.

Confissão no Tribunal do Júri

Durante o julgamento nessa terça-feira (30/6), Gilmar confessou ter matado Magna, mas negou que o crime tenha sido premeditado. Segundo o réu, o homicídio ocorreu após uma discussão entre a vítima e sua mãe. Ele afirmou que tentou intervir e que Magna o teria atacado com uma chave de fenda após arremessar uma xícara de café contra ele.

Gilmar alegou que reagiu por medo, dizendo ter desferido golpes de faca no peito e no pescoço da vítima em legítima defesa. Ele também afirmou que pretendia se entregar, mas decidiu ocultar o corpo por receio de ficar longe da família. No depoimento, negou qualquer participação da mãe e das irmãs no crime e disse desconhecer as dívidas que motivaram a investigação.

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Apesar da versão apresentada pela defesa, os jurados reconheceram a autoria e condenaram o acusado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

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