Homem é condenado por tentar matar a ex que pulou de prédio para se salvar
Réu recebeu pena de oito anos, 10 meses e 10 dias por tentativa de feminicídio e ameaça contra a ex-companheira em Contagem, na Região Metropolitana de BH
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Um homem de 43 anos foi condenado a oito anos, 10 meses e 10 dias de prisão por tentativa de feminicídio e ameaça contra a ex-companheira. Para escapar das agressões, a vítima pulou da janela do segundo andar do prédio em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O réu respondia ao processo em liberdade, mas teve a prisão determinada pela Justiça após a sentença, decretada nessa quinta-feira (25/6).
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Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público (MPMG), o homem e a vítima tiveram um relacionamento de nove anos. No dia 12 de fevereiro deste 2025, o casal estava em casa quando o acusado exigiu que a mulher lhe entregasse R$ 10 mil.
De início, a mulher negou-se a repassar o dinheiro e o homem foi até a cozinha, pegou uma faca e passou a ameaçá-la. Assustada, ela acabou concordando em entregar o dinheiro.
De acordo com as investigações, uma vizinha de um apartamento próximo percebeu a situação e gritou ao ver a mulher sendo ameaçada. A reação desviou a atenção do agressor, que guardou a faca para evitar que a testemunha a visse.
Foi nesse momento que a vítima aproveitou a oportunidade e foi até a janela do apartamento e pulou do segundo andar do prédio para escapar da agressão. Com a queda, ela sofreu diversas fraturas.
Durante o julgamento, os jurados reconheceram que o acusado agiu com intenção de matar a ex-companheira em um contexto de violência de gênero. Além da condenação por tentativa de feminicídio, ele também foi considerado culpado pelo crime de ameaça.
“É um caso que o MPMG acompanhou de perto, por meio da Promotoria de Justiça de Contagem. Obtivemos uma relevantíssima condenação de oito anos e oito meses de prisão pelo crime de homicídio tentado, mais dois meses e dez dias pelo crime conexo de ameaça. O Ministério Público mostra que está aqui para defender a vida e a sociedade, e essa é a nossa missão. É por isso que o Ministério Público existe”, disse o promotor de Justiça Pedro Guimarães.
O réu chegou a prestar depoimento durante a sessão do Tribunal do Júri, mas não estava presente no momento da leitura da sentença. Como respondia ao processo em liberdade, a Justiça determinou sua prisão. Caso não se apresente às autoridades, ele poderá ser considerado foragido.
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*Estagiária sob supervisão da subeditora Juliana Lima