Uma família de Belo Horizonte vive dias de angústia desde o desaparecimento de Alessandra Marcele Vieira Lemes Moreira, de 50 anos. A mulher foi vista pela última vez na manhã da última quinta-feira (25/6), quando saiu de casa no Bairro Céu Azul, em Venda Nova, usando vestido branco e boné preto e carregando uma grande sacola branca. Desde então, parentes não conseguiram mais contato com ela e mobilizam uma rede de buscas por informações sobre seu paradeiro.

Segundo o filho, Felipe Augusto Vieira, de 33 anos, Alessandra vinha apresentando sinais de sofrimento emocional e psicológico há alguns meses. Ela era a principal responsável pelos cuidados dos pais idosos e teria acumulado uma carga cada vez maior de responsabilidades familiares, agravada por problemas de saúde e perdas recentes de parentes.

"Ela começou a absorver muita coisa. Tivemos mortes na família nos últimos tempos, e muitos idosos precisando de cuidados. Minha mãe sentia que não estava conseguindo dar conta de tudo", relatou Felipe.

De acordo com ele, a situação se intensificou após a mãe passar a demonstrar comportamentos considerados preocupantes pela família. Alessandra dizia estar sendo vigiada, acreditava que havia câmeras instaladas em sua casa e afirmava que parentes estariam planejando denunciá-la por abandono dos pais, embora, segundo o filho, não existisse qualquer conflito nesse sentido.

"Ela estava com uma forte crise mental. Falava coisas que não faziam sentido e se sentia culpada por não conseguir cuidar de todos. Achava que a família estava contra ela", contou.

Felipe afirmou que Alessandra possui histórico de transtorno bipolar e depressão. Para ele, o episódio que pode ter desencadeado um agravamento do quadro foi a internação da avó, mãe de Alessandra, após um infarto. A idosa permanece internada em um Centro de Tratamento Intensivo (CTI).

Antes de desaparecer, Alessandra deixou cartas para familiares. Nas mensagens, segundo o filho, ela pedia desculpas por não conseguir cuidar de todos e demonstrava sentimento de culpa pela situação enfrentada pela família.

Preocupação

Após notar a falta de contato da mãe, Felipe começou a rastrear o celular dela. O aparelho foi localizado na Região Central de Belo Horizonte, mas, ao chegar ao local indicado, ele encontrou apenas o telefone descartado dentro de uma lixeira. "Depois disso, não tivemos mais nenhuma pista", disse.

A preocupação aumentou quando vizinhos perceberam que Alessandra havia deixado os dois cachorros do lado de fora de casa, com água e comida. O comportamento chamou atenção porque, segundo a família, ela nunca havia feito algo semelhante.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a mulher deixou a residência usando roupas brancas, óculos e carregando duas bolsas. Desde então, não houve qualquer informação confirmada sobre seu paradeiro.

Felipe destacou que familiares estão mobilizados em grupos de mensagens e acompanhando o caso. O desaparecimento foi comunicado à Polícia Militar (PMMG) e registrado junto à Polícia Civil (PCMG).

"A família está desesperada. Minha avó continua internada, e minha mãe sequer sabe o que está acontecendo. É uma situação muito complicada, e nós só queremos encontrá-la em segurança", afirmou.

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Alessandra é uma mulher negra, de cabelos pretos e longos. Qualquer informação que possa ajudar a localizar a desaparecida pode ser repassada às autoridades ou diretamente à família pelo contato +55 (31) 98432-0790. 

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