Famoso pela atmosfera de cidade do interior e também pela tradição boêmia, o Bairro de Santa Tereza, na Região Leste de Belo Horizonte, enfrenta problemas de segurança pública típicos de outras localidades da capital mineira. Moradores relatam furtos e assaltos, alguns feitos por duplas em motocicletas, além de arrombamentos de imóveis e veículos.

Diante do problema, a Associação Comunitária do Bairro Santa Tereza (ACBST) e grupos de moradores decidiram organizar uma manifestação para reivindicar reforços na segurança da região. O ato está marcado para este sábado (13/6), às 10h, na Praça Duque de Caxias.

Natacha Ferreira, presidenta da ACBST, explica que a decisão pela realização de um protesto pacífico decorre de relatos e registros feitos pela própria comunidade, que percebe um crescimento da criminalidade. "Os moradores nos procuram com filmagens; eles estão sentindo que esses arrombamentos, esses roubos, a insegurança nas ruas, estão aumentando", diz.

 

Para a líder comunitária, o perfil boêmio e gastronômico de Santa Tereza, onde bares e restaurantes atraem muitos visitantes, especialmente no período noturno, constitui um chamariz para os criminosos. "A gente não tem só o morador: a gente tem o frequentador também. Isso cria uma atmosfera que favorece esses delitos", opina.

Natacha espera que a manifestação chame a atenção do Executivo municipal para os problemas e as especificidades do bairro. De acordo com ela, a associação reporta as reclamações à Regional Leste da Prefeitura de Belo Horizonte, mas não tem notado medidas práticas. 

Demandas

Entre as propostas feitas pelos moradores para aumentar a segurança em Santa Tereza estão o reforço na iluminação de determinadas ruas e a instalação de câmeras de monitoramento do Programa Olho Vivo em pontos estratégicos, entre os quais a própria Praça Duque de Caxias. "Tudo isso já foi pautado em reuniões com a administração da Regional Leste", diz a líder comunitária.

Outra demanda da associação é o acesso às estatísticas de ocorrências relativas à violência urbana registradas no bairro. A presidenta da ACBST destaca que o objetivo é buscar soluções em conjunto com o poder público. "O principal, para nós, é iniciar esse diálogo. As pessoas, os moradores, querem ser ouvidos", conclui. 

O que diz a prefeitura?

Contatada pela reportagem, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) informou que "rondas periódicas são realizadas 24 horas em toda a cidade" pela Guarda Civil Municipal. Ainda segundo o executivo municipal, "o patrulhamento abrange a área da Praça Duque de Caxias, no Bairro Santa Tereza, somando-se às ações das demais forças de Segurança Pública".

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A PBH destacou ainda que o Bairro de Santa Tereza "já recebe rondas frequentes, mas o patrulhamento na região será intensificado". Por fim, a administração da capital mineira orienta que os moradores façam denúncias de crimes por meio dos telefones 153 (Guarda Municipal), 156 (Prefeitura de BH) ou 190 (Polícia Militar), ou ainda no portal de serviços da prefeitura ou no aplicativo BH Sim.

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