MAUS-TRATOS A ANIMAIS

Justiça pede prisão de suspeito de matar cachorro com chute em Minas

O animal, chamado Mundin, foi vítima de agressões no mês de maio deste ano e não resistiu aos ferimentos. Caso aconteceu no Vale do Rio Doce

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A Justiça pede a prisão preventiva do suspeito de matar o cachorro com chute na região Central da cidade de Santa Maria do Suaçuí, no Vale do Rio Doce. De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o crime ocorreu no dia 16 de maio deste ano, e que os materiais colhidos foram determinantes no pedido de prisão. 

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As informações coletadas pelo órgão apontam que a tutora e o animal, chamado Mundin, caminhavam pela Rua Deputado Nacip Raydan quando o investigado se aproximou do animal e o chutou na região abdominal. O cachorro chegou a tentar se afastar do suspeito antes de ser atingido.

 

De acordo com as apurações feitas pelo MPMG, o cãozinho não apresentava comportamentos agressivos e nem oferecia riscos às pessoas que transitavam pela via. 

Após a agressão, Mundin passou a apresentar dificuldades de locomoção, dor intensa e sangramento, o que fez a dona levá-lo ao veterinário. Mesmo após as tentativas de estabilização e reanimação, o cachorro morreu em razão do trauma sofrido. 

A Justiça indicou os fortes indícios expostos no boletim de ocorrência, imagens de câmeras de monitoramento, laudo veterinário, fotografias e depoimentos colhidos durante a investigação, o que caracterizou a materialidade necessária para a execução da denúncia. 

O MPMG identificou a prática de maus-tratos contra o animal, agravada pela morte do cachorro, o que levou o órgão a requerer a prisão preventiva do suspeito. Na decisão do Juízo da Vara Única da Comarca de Santa Maria do Suaçuí, considerou a gravidade da conduta, o histórico de infrações do acusado e o risco de reincidência. 

A decretação da prisão preventiva possui natureza cautelar e não representa condenação definitiva do acusado. A ação penal seguirá seu curso regular, observados o contraditório e a ampla defesa.

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*Estagiário sob supervisão do subeditor Gabriel Felice

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